A cota de R$ 2,7 milhões, já deduzidos os impostos, destinada a 17 dos 20 clubes que disputarão, a partir de maio, a Série B do Campeonato Brasileiro, não agrada em nada os dirigentes da maioria das agremiações, que não se conformam com o fato de Botafogo-RJ, Bahia-BA e Vitória-BA, rebaixados, em 2014, da Série A, colocarem as mãos numa cota bem superior: R$ 18 milhões.
Uma comissão formada por representantes de alguns dos clubes descontentes, na qual o presidente do Paysandu, Alberto Maia, representa a região Norte, deverá se reunião dentro de 15 dias com a direção da CBF para tentar reverter o quadro.
Além de Maia, fazem parte da comissão dirigentes do Náutico-PE (Nordeste), América-MG (Sudeste), Atlético-GO (Centro-Oeste) e Criciúma-SC (Sul).
“Há uma grande disparidade entre o que receberão os 17 clubes e aqueles que foram rebaixados no ano passado. No Conselho Técnico da competição já manifestamos a nossa insatisfação e agora, com a comissão formada, vamos tentar diminuir essa diferença”, declarou Maia.
O presidente do Papão ressaltou ainda que há cinco anos os clubes da segunda divisão não têm suas cotas reajustadas pela CBF. O montante do dinheiro distribuído entre os participantes do Brasileiro vem do direito de imagem, comprado pela emissora de televisão que transmite as partidas da competição.
(Diário do Pará)
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