Para os atletas que estiveram em campo, não o empate, mas o fato de ter tomado cinco gol, deixou o time envergonhado. “Não existe isso. Dentro de casa? Sacanagem! Treinamos bola parada a semana toda e na hora do jogo pegamos um gol assim. Pra quem quer alguma coisa, isso está errado. Não sei o que pode acontecer. Não sei”, critica o volante Alberto.
Mais além foi o zagueiro Ciro Sena, que não perdoou os companheiros de defesa e fez severas críticas quanto a função dos jogadores de cobertura. “O professor treina isso diariamente, um por um. Ele trabalha o posicionamento, mas na zaga somos apenas dois, eu e o Max. Aí a culpa recai sobre nós?”, questiona. “Somos dois, se vem cinco jogadores para dentro da área, nós teremos que marcar os cinco? Impossível. Em 13 anos de futebol eu nunca havia tomado cinco gols em uma única partida. Está errado!”, critica.
O meia Eduardo Ramos, que marcou dois gols e agora é artilheiro do time, com três, sequer falou com os repórteres. O armador passou direto com o semblante carregado.
O empate com sabor de derrota foi duro, e os remistas são obrigados a vencer o Cametá, nesta quarta-feira. Por um golpe de sorte do destino, o empate só não foi pior porque os demais jogos da chave também terminaram empatados.
Difícil escolher o pior do time, mas em linhas gerais, a lateral-direita do Remo, com Levy, foi a avenida que proporcionou ao Tapajós investidas para pelo menos dois gols. Levy foi apático, comprometendo mais uma vez a permanência na equipe titular.
(Diário do Pará)
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