Os novos praticantes de artes marciais, em Belém, precisam tomar cuidado com os professores que ministram as aulas. Os chamados ‘falsos treinadores’ têm colocado muitas pessoas em risco de lesões e ferimentos com exercícios e treinamentos sem segurança.
“Já recebemos relatos de ‘professores’ que orientavam os alunos a chutar uma tábua de madeira para treinar muay thai. Isso é um absurdo”, reprova Luciano Nogueira, da Associação Boxe-Thai, uma das referências nesse tipo de esporte.
Com vistas a proteger a integridade física e até mesmo moral dos alunos, Luciano tem encabeçado um movimento que conta com o apoio de várias academias em Belém, no sentido de banir os profissionais de faixada. “No geral esse é um problema que ataca mais as academias de musculação e bem-estar, onde a arte marcial não é o foco principal. Muitas vezes a pessoa é uma curiosa, que não tem o cuidado de avaliar quais são as condições clínicas e físicas de cada aluno, qual o objetivo dele...”, detalha o professor, que dá aulas de boxe e muay thai.
Ele exemplifica que não faz sentido jogar uma carga de treinamento de atleta profissional para alguém que o pratica como hobby, após um dia de trabalho cansativo.
Professores como Zezé do Boxe, Custódio Fampa e o próprio Luciano tem se organizado no sentido de repassar essa diretriz de identificar e alertar sobre a ação negativa. “Se acontecer alguma tragédia, todos somos afetados. Não é veiculado que um professor errou nos exercícios, mas que um aluno morreu treinando muay thai, por exemplo”, alerta Luciano.
(Diário do Pará)
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