Após o jogo, o time do Paysandu teve dificuldade para deixar o gramado. Um grupo de torcedores se postou perto do alambrado para hostilizar os bicolores com palavras de baixo calão e arremesso de objetos. Jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes tiveram de esperar no gramado por algum tempo até que a situação ficasse mais amena e eles pudessem ir para o vestiário.
O presidente Alberto Maia, que chefiava a delegação, prometeu tomar providências, denunciando o clube amazonense à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“O que está ocorrendo aqui é um absurdo”, desabafou Maia. “Nós da diretoria tivemos de assistir ao jogo do meio da torcida. Recebemos um tratamento indigno. Vou fazer uma representação na CBF contra o Nacional”, prometeu.
Alguns dos torcedores chegaram a cuspir para o gramado tentando atingir os jogadores que se arriscaram a deixar o gramado antes da dispersão dos nacionalinos.
O gerente Sérgio Papelin, que assistiu ao jogo de uma das cabines de rádio do estádio, também teve dificuldades para deixar o local. Ao ser identificado por torcedores da casa, o funcionário do Papão passou a ser agredido verbalmente.
A duras penas, ele conseguiu chegar ao gramado para se juntar ao restante da delegação bicolor, que só conseguiu se deslocar até o vestiário uns 20 minutos depois do término da partida.
(Diário do Pará)
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