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ESPORTE PARÁ

Eles vestem a camisa dos times amados no trabalho

Todo mundo tem o seu time do coração e quer "vestir" a camisa do clube que torce. Não poderia ser diferente no ambiente de trabalho, onde as experiências compartilhadas por um determinado período do dia, favorece as relações de amizade e a troca de sentim

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Todo mundo tem o seu time do coração e quer "vestir" a camisa do clube que torce. Não poderia ser diferente no ambiente de trabalho, onde as experiências compartilhadas por um determinado período do dia, favorece as relações de amizade e a troca de sentimentos relativos a gostos, afinidades, ou até torcida por determinado time.

Desde 2012, o remista Anderson Empeza e a bicolor Verônica Lima trabalham juntos todos os dias. Ele, apaixonado pelo Clube do Remo, sempre vibrava muito em jogos e acabou contagiando o resto da equipe de 43 funcionários de uma escola de idiomas, quando o Leão foi Campeão Paraense ano passado. Hoje, todos entraram na brincadeira de torcer e fazem uma festa ainda maior quando se aproxima o maior Clássico da Amazônia, o Re- Pa.

Antes de todos os jogos é preparado um bolão entre funcionários e alunos, que motiva a equipe a vibrar e torcer. A "encarnação" saudável também não fica de fora. “Aqui rola muita brincadeira, mas de forma saudável, claro! Sempre de maneira respeitosa”, explicou Anderson.

“Aqui quem mais torce é o Anderson! Ele que sempre começa as brincadeiras e os alunos também entram no clima”, contou Verônica.

Anderson diz que as brincadeiras são válvulas de escape para o estresse do dia-a-dia. “Futebol é uma interação, é energia positiva, é paixão. Tolerância é a palavra para resumir isso e que sejamos mais tolerantes com nossos adversários dentro e fora dos estádios, mantendo sempre o respeito como seres humanos”, disse.

O remista é sócio torcedor e figura certa nos jogos do Remo. Esse ano, Anderson não tem dito muitas alegrias, mas está certo que após o Re x Pa chegará para trabalhar de bem com a vida.

Reprodução/FacebookAnderson em dia de jogos do Remo (Reprodução/Facebook)

“Ultimamente meus pós-jogos têm sido difíceis! Quando tem Clássico, eu lavo a alma porque o Remo geralmente vence. O Re x Pa de janeiro foi muita encarnação, ainda teve um tempero a mais que foi o pênalti do Cearense”, contou o remista.

O primeiro clássico do ano ocorreu dia 21 de janeiro. O tempo normal terminou 0 a 0, já nas penalidades o Leão conseguiu vencer por 5 a 3, Leandro Cearense perdeu sua cobrança pelo Papão. O atacante trocou o Remo pelo PSC no inicio de 2015.

Verônica aposta que o Clássico do dia 29 será bem diferente. Para a torcedora bicolor, o resultado do jogo do Parazão será feliz apenas para ela. “O placar vai ser de 2 a 1 para o meu time, tenho certeza. Como a partida é em um domingo irei para o campo, já que o trabalho não me permite ir aos jogos em dias de semana”, disse a jovem.

Quem vai sair vitorioso nesta disputa? Façam suas apostas!

Cezar Magalhães/DOLO bolão já começou na escola. (Cezar Magalhães/DOL)

CLÁSSICO

Remo e Paysandu se enfrentam no próximo domingo (29), pela terceira rodada do Campeonato Paraense. A dupla ainda terá mais duas partidas pela Copa Verde.

(Bruna Dias e Diana Verbicaro/DOL)

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