Depois de um longo período no banco de reservas, às vezes sem sequer ser relacionado para os jogos, o atacante Val Barreto colocou a boca no trombone.
Desabafou que não sabia qual era o motivo do desprestígio e disse abertamente que estava triste por não ser escalado. Aos poucos, a reivindicação foi bem sucedida. Há três jogos consecutivos, o “Valotelli” é o dono da camisa 9 do Leão Azul.
Em parte, a confiança veio após o empate contra o Tapajós, em 5 a 5, quando ele marcou um dos gols. Desde então, o centroavante ganhou a vaga que era de Caça-Rato e deve ser titular neste Re-Pa, um jogo do qual ele tem belas recordações.
“É um jogo muito importante na minha carreira. Disputei vários Re-Pa’s e fui feliz várias vezes. Gosto de jogar o clássico e me sinto bem porque a torcida apoia muito”, diz Val.
Embora não saiba exatamente quantos gols já marcou, ele acredita que pode fazer a diferença mais uma vez, caso o técnico lhe dê mais um voto de confiança.
“Eu não lembro bem, acho que fiz uns seis ou sete gols no clássico, mas posso garantir que no Re-Pa a gente se inspira. É muito gratificante ver a torcida do Remo empurrando. Todo jogador deveria experimentar essa sensação de jogar um Re-Pa”, elogia.
Apesar disso, Val Barreto sabe que tem concorrência forte pela frente. Correm atrás da vaga Rony, Rafael Paty e Caça-Rato, mas ele sente que este clássico será do “Valotelli”.
“Eu venho trabalhando muito, dei o meu máximo e espero ganhar essa chance. Se isso acontecer, podem esperar o melhor de mim”, dispara.
(Diário do Pará)
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