Não foi o público esperado. A presença de menos de 20 mil pagantes foi responsável por uma arrecadação de pouco mais de R$ 430 mil. Embora o volume não fosse exatamente o esperado, a festa nas arquibancadas foi intensa e animada, especialmente no lado mais claro do azul
Ao todo, 10.185 pessoas estiveram no lado B, correspondente à torcida do Paysandu. A arrecadação ficou em torno de R$ 178 mil, tirados os descontos e sem levar em consideração a entrada de sócios-torcedores, que entram em outra contabilidade.
Deste lado, o discurso era otimista antes do jogo. “O Paysandu é o melhor time do Parazão, todo mundo já viu isso, não tem como perder para o Remo”, provocava o autônomo Augusto Pantoja.
Já no lado A entraram pelos portões 9.783 torcedores, sendo 8.860 pagantes e 923 credenciados. A arrecadação total ficou em R$ 252.643,00. O valor foi maior porque o número de sócios-torcedores, que não passa pela contabilidade geral, é bem menor do que o do rival.
Para os azulinos, a derrota expôs um problema grave que passa diretamente pela culpa do ainda técnico Zé Teodoro. “Ele só coloca em campo os apadrinhados. Como ele tira o Dadá, que era um jogador a fazer alguma coisa, e deixa Macena e Alberto? A diretoria precisa demitir esse técnico”, esbravejou um torcedor ao microfone da Rádio Clube do Pará.
Modificações no Paysandu foram provocadas por motivos diferentes
O técnico Dado Cavalcanti se viu obrigado a mudar, em cima da hora, a formação do Paysandu para o Re-Pa de ontem, no Mangueirão. O treinador havia definido que a zaga voltaria a ser formada por Willian Alves e Dão. Mas, ele acabou ganhando o desfalque de Alves, que começou a sentir sintomas de dengue e teve de ficar de fora da equipe. O treinador optou pela entrada de Pablo, que foi bem, não comprometendo em nada no setor defensivo bicolor.
A substituição de Alves por Pablo, porém, não foi a única mudança processada pelo treinador. Era esperado que o time entrasse com a trinca de volantes, formada por Augusto Recife, Jhonnatan e Radamés. Mas, o comandante bicolor acabou surpreendendo ao sacar Radamés para a entrada de Ricardo Capanema, jogador de muito mais pegada e que cumpriu bem a missão de anular Eduardo Ramos, principal cabeça pensante do adversário.
A mudança no gol já era prevista, uma vez que Andrey, o titular da camisa 1 até parte do jogo contra o Independente, não se recuperou a tempo da lesão que sofreu na parte posterior da coxa direita. Aliás que a participação de Emerson no Re-Pa pode ter criado um ‘nó’ na cabeça de Dado, já que o arqueiro reserva foi muito bem em todos os lances que participou no jogo.
Dado, ao final do Re-Pa, preferiu não avaliar individualmente seus comandados, segundo ele, “para não cometer a injustiça de reconhecer que todos foram muito bem na partida”. “É impossível falar que algum dos nossos jogadores foi mal hoje (ontem). Todos cumpriram bem as suas funções e o resultado foi atingido”, concluiu o comandante bicolor.
(Diário do Pará)
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