Fazer futebol às custas do poder público está ficando cada vez mais caro. No Re-Pa de ontem, onde se esperava uma renda aproximada de R$ 1 milhão, o resultado foi mesmo decepcionante, sobretudo se contabilizados os descontos já tradicionais que comprometem ainda mais o pouco arrecadado em tempos de crise.
Dos R$ 430.683,00 - valor bruto - arrecadados, ‘apenas’ R$ 262.570,76 foram parar no cofre dos clubes. As despesas impressionam pela quantidade e até pela real qualidade.
Uma das principais despesas que antecederam o clássico, num exemplo rápido, foi a escolha do trio de arbitragem de fora do Estado, embora aqui tenha até árbitro padrão Fifa, caso de Dewson Fernando Freitas.
A despesa com arbitragem, auxiliares, delegados fiscais alcança a marca de R$ 15.900,00 reais; o transporte e a hospedagem do trio custou a bagatela de R$ 10.194,18, mais os 20% de INSS referente ao quadro, no valor de R$ 3.180,00, acumula um gasto total na ordem de R$ 269.274,18 centavos. Outras despesas são um pouco menores, mas também onerosas.
O aluguel do campo, por exemplo, é uma dessas taxas que perdura e jamais é questionada, embora nem sempre seja possível pagar R$ 8 mil para pisar no tapete verde do Mangueirão.
Já a Federação Paraense de Futebol é mais ‘gulosa’ e abocanha só de uma vez, a cada partida, 10% da arrecadação, fechando na casa de R$ 43.068,30, enquanto o INSS recolhido é de R$ 21.534,05.
Para encerrar, entre outros pagamentos, aparece no borderô divulgado pela entidade que comanda o futebol local a contabilidade de R$ 24.469,00, referente ao rádio (R$ 2.430), ônibus (R$ 300,00), lanche (11.759,00, numa média acima de R$ 11 por cabeça) e as grades de segurança, pelo preço camarada de R% 9.980,00.
(Diário do Pará)
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