Embora a vitória sobre o maior rival tenha agradado ao técnico do Paysandu, Dado Cavalcanti, o placar não satisfez totalmente o comandante bicolor.
Após o Re-Pa, ele voltou a criticar o excesso de toque de bola ou, como ele chamou, de “preciosismo” de sua equipe, que poderia ter, segundo sua análise, conseguido um marcador que o deixasse em condições ainda mais favorável para a garantia da vaga à final da Copa Verde, no próximo clássico.
“Esse toque a mais na bola é uma coisa que aborrece a todo mundo e não traz nenhuma vantagem ao nosso time”, disparou Dado, que, no Re-Pa pelo Parazão, já havia dado a mesma bronca em seus comandados. Na avaliação do treinador, o Papão deixou escapar, por baixo, umas três, quatro chances de ampliar o placar.
“De qualquer forma, não podemos tirar os méritos dos nossos jogadores que criam as jogadas. Só perde gol quem consegue chegar na área adversária”, suavizou Dado.
De acordo com o treinador, as expulsões (Ciro Sena e Jhonnatan) e lesões (Eduardo Ramos e Rogerinho) ocorridas logo no começo da partida o obrigaram a mudar de estratégia para vencer o seu segundo Re-Pa
“Foi um jogo cheio de variações e adaptações, que tiveram de ser feitas”, disse. “Havia encarregado o Capanema de marcar o Eduardo (Ramos), mas o jogador deles não demorou muito em campo e a função do nosso atleta teve de ser mudada”, contou.
“Depois, com a saída do Rogerinho e a lesão do Dadá também tive de fazer alguma mudança naquilo que pensava para a partida”, completou o treinador bicolor.
(Diário do Pará)
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