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ESPORTE PARÁ

Jogadores e PM contam o que ocorreu na Arena Verde

O jogo entre Paragominas e Remo, realizado neste domingo (12), acabou com um incidente entre torcedores e Policiais Militares, mas quem acabou levando a pior foi o atacante Rony e o volante Dadá. Os jogadores, por pouco, não foram atingidos por uma bomba

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O jogo entre Paragominas e Remo, realizado neste domingo (12), acabou com um incidente entre torcedores e Policiais Militares, mas quem acabou levando a pior foi o atacante Rony e o volante Dadá. Os jogadores, por pouco, não foram atingidos por uma bomba atirada por policiais. O explosivo estourou perto deles.

Os atletas caíram no chão e reclamaram de fortes dores na cabeça. "A gente estava comemorando quando, de repente, a polícia entrou no campo e vimos a correria. Graças a Deus foi só o susto. Agora, estou bem”, disse o atacante, que chegou a desmaiar.

O volante contou que foi pego de surpresa com a situação e que só viu quando a bomba já tinha explodido.

"Fui surpreendido pelo artefato, só vi quando estourou ao meu lado, caí no chão com fortes dores de ouvido. Depois recebi atendimento e fui para o vestiário. Hoje, já está tudo bem", contou.

A confusão começou quando torcedores invadiram o gramado para comemorar a classificação para as semifinais do returno do Campeonato Paraense. Rony acredita que ocorreu imprudência dos PMs.

"Eles foram imprudentes. Ninguém pulou para agredir, eles foram pedir nossos materiais e comemorar com a gente. Tirei a camisa e acredito que eles não viram que eu e o Dadá estávamos no meio da torcida. Acabaram atirando. Mas, mesmo que não estivéssemos no meio, eles não deveriam ter atirado. Bastava fazer a escolta”, explicou.

Veja os lances de Paragominas e Remo:

A Policia Militar informou ao DOL que 200 homens faziam a segurança da Arena Verde e arredores. Destacou que a entrada de parte da torcida remista no campo, por conta da abertura dos portões que dava acesso dos torcedores ao gramado, causou o tumulto no local colocando em risco a segurança de todos. "Manter fechados os portões era de responsabilidade da organização do evento", disse a PM em nota.

A PM esclareceu ainda que ao perceber a entrada dos torcedores do Remo, os torcedores do Jacaré já se dirigiam ao mesmo portão para invadir o campo, o que significava a real possibilidade de confronto entre as torcidas, por este motivo foi lançada um artefato de munição química de emissão “luz e som” a fim de promover a imediata dispersão do público e evitar possível contenda entre torcedores e mesmo jogadores, comissões técnicas e até podendo atingir outras pessoas.

(DOL)

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