Diferente do ano passado, quando os torcedores da capital experimentaram nada menos que dez clássicos Re-Pa, o ano de 2015, por enquanto está magro. Com apenas um clássico pelo Parazão, dois pela Copa Verde (o jogo de volta da semifinal será neste sábado, 18) e sem a possibilidade de decidirem o título estadual, Clube do Remo e Paysandu precisam agarrar com força qualquer oportunidade de fazer uma renda a mais e, de quebra, dar maior emoção ao Campeonato Paraense deste ano.
Seja em termos financeiros ou puramente futebolísticos, o estadual deveu e muito. Com apenas um Re-Pa, que ainda assim foi de pouco público e renda, o certame estadual foi um fracasso nas bilheterias nas semifinais do primeiro turno, sem a presença de Leão e/ou Papão.
E para os dirigentes, uma possível final de turno seria um verdadeiro presente para quem ainda depende principalmente das rendas de jogos. “Os times apresentam uma crescente e, com o campeonato de tiro curto, isso é um estímulo para o torcedor. Aí vem a parte principal: a renda. Existe essa dependência total desses recursos do Re-Pa. Estamos aguardando os clássicos com ansiedade. Para completar, são duas competições distintas, sendo um jogo na Copa Verde, que já é uma decisão, além do estadual. Com essa renda, nós vamos pagar os nossos jogadores”, promete o diretor de futebol remista, Cláudio Bernardo.
Já do outro lado existe um calendário fixo com a disputa da Série B do Brasileiro e uma boa expectativa de renda baseada no programa Sócio-Bicolor, atualmente com mais de 13 mil adeptos. Apesar disso, os bicolores planejam usar o clássico como estímulo, graças também à vantagem obtida no Re-Pa do segundo turno, quando a equipe venceu o maior rival por 3 a 1, além da vitória pelo torneio regional, por 2 a 0. Se ambos alcançarem a final do segundo turno, a renda poderá ultrapassar R$ 1 milhão, fazendo a alegria das maiores potências do Estado e salvando o agonizante Campeonato Paraense.
(Diário do Pará)
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