Uma grande polêmica envolve, desde o meio-dia de ontem, o jogador Rony, do Clube do Remo. Ele não se apresentou para o jogo contra o Paragominas, que seria disputado à tarde, no estádio Mangueirão, e teria firmado na surdina um acordo de transferência para o Cruzeiro (MG). A história vazou no começo da tarde, quando a assessoria de imprensa do atleta informou que ele não ia jogar porque teria viajado à cidade de Magalhães Barata para cuidar de problemas familiares.
Mais tarde, porém, surgiram as primeiras especulações sobre o motivo do sumiço de Rony. Ele estaria de contrato assinado com o Cruzeiro (MG) em acordo que envolveu a diretoria do próprio Remo. A informação sobre a suposta negociação com o Cruzeiro foi dada pelo blog de José Maria Trindade.
Segundo o blog, o jogador foi aprovado por olheiros do clube mineiro que acompanharam o Re-Pa do último sábado. Avalizado pelo presidente cruzeirense Gilvan Pinho, Rony viajou a Belo Horizonte na segunda-feira (20) e assinou contrato na Toca da Raposa. Voltou a Belém e avisou ao técnico Cacaio que não ia jogar contra o Paragominas, avisando que estava deixando o clube.
O empresário do atleta, Hércules Júnior, ex-mascote do Paysandu, informou que, apesar de estar com os salários em dia, o acordo firmado em fevereiro deste ano permitia a Rony sair caso o clube não honrasse os compromissos financeiros. O acordo com o Remo surgiu durante audiência de conciliação, na qual Rony teria ganhado liberação.
Em atenção a um pedido da diretoria, segundo o blog de Trindade, Rony concordou em disputar o Campeonato Paraense e em ceder metade de seus direitos econômicos caso fosse negociado. Para obter liberação, o jogador exigiu o pagamento de cinco meses de salários atrasados referentes a 2014 e um automóvel 0Km. O Remo deu um Kia Soul, mas não quitou os
salários.
Para piorar, o vendedor do carro foi ao Baenão na semana passada e levou o veículo porque o Remo não fez o pagamento das parcelas. Teria sido o estopim para que Rony decidisse sair. O interesse do Cruzeiro veio na hora certa. Depois de ter ido a BH acertar com a diretoria cruzeirense, o jogador voltou a Belém e viajou para Magalhães Barata, a fim de se despedir e inspecionar as obras da casa que constrói para a família. Em respeito ao que havia combinado com a diretoria, Rony repassará ao Remo a quantia de R$ 321 mil, referente à metade do valor da transação.
A diretoria do clube, procurada pela reportagem do Bola, não se pronunciou sobre a situação do jogador. A especulação sobre o interesse do Cruzeiro circulava desde o fim de março, embora sem confirmação nem por parte do jogador, nem pela diretoria.
No Mangueirão, antes do jogo contra o Paragominas, ontem, os dirigentes afirmavam que “está tudo bem com o jogador”, evitando confirmar ou desmentir os boatos. Hoje, deve haver um pronunciamento oficial por parte do presidente do Remo, Pedro Minowa.
(Diário do Pará)
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