A princípio, Rony vai realizar um trabalho intenso de cerca de 30 dias. Nesse período ele irá sofrer pequenas correções na forma de jogo, evoluir em quesitos essenciais e melhorar outros. Todo esse planejamento, somado à necessidade do Cruzeiro em tê-lo em Belo Horizonte, fez o atacante sequer ter se despedido dos companheiros e deixado uma ponta de mágoa na torcida.
“A gente sabe que é difícil, porque estamos acostumados com uma coisa e é complicado desapegar. Sei das críticas que me falam, mas eu entendo que ganhei uma chance para ajudar minha família. Pensei muito e acredito que no momento é a melhor escolha, sem contar as forças que tive. Além do mais, com essa verba, o clube pode ajudar os funcionários, todo mundo vai ganhar”, garante.
Quando questionado sobre o motivo de não ter jogado as finais e ir embora antes do término do campeonato, Rony desconversa. “Eu não sei o que aconteceu. O Hércules que sabe, então não prefiro comentar”, informa, com a garantia de que, antes do embarque, irá até o Baenão abraçar aquela que, durante quase dois anos, foi sua grande família. “Eu acabei indo para o interior resolver algumas coisas e não pude falar com os meus companheiros. Vou lá me despedir porque eles são amigos, fomos muito tempo uma família. Vai ser difícil, mas é importante e a concretização de um sonho”. Rony foi resgatado pelas categorias de base do Remo quando trabalhava em uma oficina de motos.
Alçado ao posto de profissional, ele caiu nas graças da torcida pela velocidade e gols marcados, virando rapidamente a joia azulina. Ao término da coletiva, o empresário do atleta disse que Rony foi estudado por olheiros profissionais do clube, que viram nele características únicas no futebol mundial, onde apenas cinco atletas se enquadravam, entre eles Neymar e Messi, e que a expectativa é que o atleta chegue a seleção brasileira sub-20 já no ano seguinte.
(Diário do Pará)
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