As vésperas do clássico da final, os jogadores do Remo se empenharam em cumprir com as obrigações dentro das quatro linhas: os resultados estão aparecendo, a torcida caminha para o lado do clube, mas ainda falta um pequeno detalhe. Para que a gestão do presidente Pedro Minowa entre nos eixos, é preciso resolver as questões salariais, que foram o grande estopim para a crise deflagrada há duas semanas.
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Pensando nisso, o departamento de futebol reuniu com os atletas antes do treino de ontem. Eles tiveram uma conversa franca com o diretor de futebol, Cláudio Bernardo. Segundo o dirigente, a direção do clube está se esforçando para quitar o mês de março até o final desta semana. “Eu estou todo dia no Baenão, mas hoje (ontem) eles pediram uma reunião comigo justamente para ver quando a gente iria viabilizar o mês de março. Foi colocado que possivelmente a gente pagaria nesta sexta-feira, se não for todo, mas em parte. Aí ficou tudo tranquilo e eles foram para o treino”, explicou, garantindo que, embora a parte mais crítica dos salários seja referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, da época do ex-presidente Zeca Pirão, tudo será honrado como manda o protocolo.
“São em torno de sete atletas que reivindicam essas pendências, que são da gestão passada, mas a gente entende que a dívida não é do Pirão, e sim do Remo, por isso estamos correndo atrás para quitar tudo, assim damos aos jogadores maior tranquilidade para trabalhar”, conclui.
VERBA DA VENDA DO ATACANTE RONY
Questionado sobre o valor da transação envolvendo a saída do atacante Rony, Bernardo garantiu que toda cota azulina será revertida para essa finalidade. “O valor vai ser usado integralmente para o pagamento dos jogadores”, pontua.
No total, o Remo receberá R$ 321 mil, referentes a porcentagem da venda aos Cruzeiro.
O valor, no entanto, não alcança a quantia total da folha dos atletas, por isso mesmo os dirigentes aguardam ansiosamente o jogo deste domingo, que irá completar o futebol azulino, girando em torno de R$ 450 mil mensais. “Temos esse valor e também conseguimos um desbloqueio na justiça, mas ainda é preciso arrecadar mais, pois temos, além dos atletas, os funcionários que precisam receber até o final da semana da mesma forma”, encerra.
(Diário do Pará)
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