Por volta das 15 horas de ontem, o clima no Baenão não era dos melhores. Jogadores aguardavam a visita da diretoria para cumprir o prometido de quitar o salário do mês de março, até que uma comitiva liderada pelo ex-presidente Zeca Pirão, ladeado por membros do Conselho Deliberativo (Condel), mais o presidente do Condel, Manoel Ribeiro, fez uma visita ao elenco e algumas atitudes foram tomadas.
“Eu me reuni com os jogadores. Eles haviam me procurado pela semana. Não estavam satisfeitos com atenção dada pela diretoria e ontem (quinta) me procuraram novamente. Eu disse que ia conversar com o presidente, pedir uma autorização para ir lá e consegui”, contou Pirão, que contribuiu diretamente para a injeção de ânimo no elenco.“Eu fui lá ouvir o que eles queriam dizer. Nós resolvemos, junto com o Manoel Ribeiro e alguns conselheiros, que todos os jogos seriam disponibilizados uma cota “x”, para pagar os jogadores e funcionários. Entramos num acordo. Eles não queriam treinar, mas aceitaram a voltar quando eu pedi que honrassem a camisa do Remo, porque esse jogo é a vida do clube”, seguiu.
Desta forma, em todos os jogos, parte da bilheteria das vendas antecipadas será destinada ao pagamento dos salários em atraso. E embora tenha intervindo diretamente na concentração dos atletas, o ex-presidente garantiu que a visita foi cordial, com a permissão do atual presidente, Pedro Minowa.
Vice-presidente garante pagamento de uma parte dos salários
Além da ajuda moral que o ex-presidente e membros do Conselho Deliberativo prestaram aos atletas, às vésperas da decisão deste domingo, o vice-presidente do clube, Henrique Custódio, também compareceu ao estádio para prestar outro tipo de incentivo, este também de fundamental importância.Com os salários do mês de março vencidos, coube ao dirigente correr atrás da grana para cumprir a promessa, ou pelo menos parte dela, de sanar um pouco da dívida com o elenco. “Eu ainda não estava no Baenão quando eles chegaram. Estava desde a manhã atrás de recursos financeiros para sentar e complementar o que estava pendente. Cheguei lá com os recursos e sentei com todos eles, pagamos os atletas e funcionários, mas ainda não na totalidade”, ressaltou o dirigente.
Custódio garantiu estar atento para a entrada no caixa da renda proveniente do clássico a fim de complementar o mês. “Temos a partida deste domingo para juntar o restante, mas também ficou acertado que todo o dinheiro da bilheteria antecipada nós vamos usar para finalizar o mês de março”, conclui, com a certeza de que os esforços feitos no intuito de deixar o grupo fechado formam um bem que vai beneficiar não só os jogadores, mas sim toda coletividade azulina. “Isso é uma ação conjunta do Conselho Diretor, do Conselho Deliberativo, membros do conselho, todos que tendem a fortalecer essa união entre o Remo e no fim das contas, a nação remista vai agradecer muito”, assegurou.
Quando questionado, porém, sobre os R$ 321 mil da negociação envolvendo o atacante Rony, ele disse não saber. “Não participei desta negociação, portanto, não posso dizer nada”, finalizou Custódio.
(Diário do Pará)
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