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ESPORTE PARÁ

Enfim, o reconhecimento para Paty!

Toda tietagem que não recebeu desde a chegada ao Clube do Remo, o atacante Rafael Paty está experimentando agora. Por ter sido o autor dos dois gols que garantiram a vitória sobre o Paysandu e o título do segundo turno, Rafael Paty foi, sem dúvida, o joga

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Toda tietagem que não recebeu desde a chegada ao Clube do Remo, o atacante Rafael Paty está experimentando agora. Por ter sido o autor dos dois gols que garantiram a vitória sobre o Paysandu e o título do segundo turno, Rafael Paty foi, sem dúvida, o jogador mais assediado no retorno do grupo azulino aos trabalhos com bola no Baenão.

O exemplo de Dona Geraldina Brito foi o mais emblemático. A senhora, considerada uma torcedora-símbolo do Remo, levou um presente ao novo xodó da torcida, em agradecimento à conquista. O clima era tão bom que sobrou tempo até para Paty bater uma bolinha com o filho no gramado do Baenão. Tanto carinho e reconhecimento, segundo o atacante, acaba sendo parte da vida de quem escolhe a profissão de jogador de futebol, especialmente daqueles que precisam decidir uma partida e superar incômodos jejuns, como o de quatro partidas que o atleta enfrentava.

Um dia após a classificação remista, que teve dois gols de Rafael Paty, o jogador teve um dia inédito no clube, com direito a presente e brincadeiras com o filho. (Mário Quadros/Diário do Pará)

“A vida de todo atleta, ainda mais um camisa nove, é de altos e baixos. Não foi a primeira vez em que fiquei um bom tempo sem marcar, mas não se pode perder o foco. Posso ter vários defeitos, mas sou trabalhador. Não desaprendi a marcar gols. Ser artilheiro é segundo plano, em primeiro vem o título e a vaga na Série D”, admite o atleta de 34 anos.

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Mas a visibilidade, embora seja importante na carreira de qualquer jogador, traz consigo uma responsabilidade ainda maior, e, no caso de Rafael Paty, tão urgente quanto a necessidade do Clube do Remo. “Sempre batalhei para chegar bem equilibrado a esses momentos. Fui feliz com os gols e a classificação para a final. Soubemos dividir as coisas, assimilar essa maratona de jogos. Estamos preparados”, diz.

Para ele, que deixou a família longe e tem como companhia apenas o filho e os amigos de elenco, manter a concentração no objetivo central é o melhor a fazer no momento se quiser ser abraçado mais uma vez pela massa azulina. “Eu quero ser campeão paraense”, conclui.

(Diário do Pará)

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