Restam apenas dois jogos para que a história do Clube do Remo mude da água para o vinho. O desejo ensandecido de conseguir uma vaga na quarta divisão e a possibilidade de levantar uma taça regional que dá vaga em uma competição internacional, deixam os azulinos um tanto extasiados. É normal que os ânimos estejam à flor da pele, mas se depender do técnico Cacaio, essa euforia não terá abrigo no Baenão.
Logo após a partida de domingo, o comandante liberou o grupo, que seguiu para um jantar e depois todos estavam liberados. Embora muito se cobre sobre a necessidade de um jogador manter o foco 24 horas em véspera de decisão, o treinador defende que seus atletas não sejam pressionados em tempo integral.
“Nós temos um grupo bem família. Eles sabem disso. Eu cobro trabalho. É claro que o jogador também precisa descansar, mas é preciso medir a dose. Em 2012, eu quase perdi um turno para o Águia, por causa de Carnaval. Agora, temos uns jogadores que são peças-chave no grupo e eles sabem que sem o título estadual, essa conquista de domingo não é nada”, ressalta.
Cacaio conta muito com o empenho de cada atleta, uma vez que a antiga configuração que regia o grupo, dos apadrinhados e preferidos, hoje em dia não tem mais espaço. “Quem tiver bem vai jogar”, termina o treinador.
(Diário do Pará)
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