Não foi dessa vez o Independente conseguiu levantar a taça de bicampeão paraense. Embora já o tenha feito antes, em 2011, o Galo Elétrico lutou bastante, mas não conseguiu transpor a barreira defensiva arquitetada pelo técnico Cacaio. E quando conseguiu, não teve pernas suficientes para traduzir a pressão em gols e os gols em vitória.
Seria um feito e tanto, sobretudo para quem já ganhou tudo o que um jogador poderia ganhar em solo paraense, mas o técnico Lecheva soube entender com maestria que o time pecou num problema crucial. “O Independente foi superior nos dois tempos. Tivemos mais posse de bola e chegamos a ter 60%. O que determinou (o resultado) foi o melhor aproveitamento do ataque do Remo. Lamentamos a derrota, mas ficamos satisfeitos pela entrega e luta”, analisou.
O Independente não marcou gol, mas foi nitidamente superior em vários momentos da partida, principalmente quando sentiu que o relógio conspirava contra. No segundo tempo, em especial, a equipe de Tucuruí mandou totalmente no jogo, mas alguns minutos atrás, mais precisamente aos 50 segundos de jogo, um lance acabou prejudicando toda estrutura montada pelo técnico.
“Tomar um gol em uma decisão no começo da partida é complicado. Tomamos e não sentimos o golpe, mas pecamos na finalização”, observou, já de olho nos próximos compromissos que passam longe do Campeonato Paraense. “Temos que pensar agora na Copa do Brasil, jogo contra time de Série A, e queremos o resultado. Em casa somos fortes e vamos com tudo”, concluiu o técnico.
(Diário do Pará)
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