Raras foram às vezes na história que um feito tão louvável esteve tão perto de acontecer para os azulinos em tão pouco tempo. Como se não bastasse, acrescente nessa mistura um ingrediente inusitado, que foi a crise instalada dias antes de toda reviravolta positiva. O resultado disso: a grande final da Copa Verde, entre Cuiabá e Clube do Remo, a partir das 22 horas desta quinta-feira, na Arena do Pantanal, no Mato Grosso.
Por tudo o que fez no certame, o Clube do Remo é, sem dúvida, um grande merecedor desta vaga, e por que não dizer, do título?! Em sete jogos, os azulinos perderam apenas um para o maior rival, e derrotaram quem se atrevia a pisar no caminho. Quanto mais a competição avançava, mais certas eram as vitórias e o convencimento da grande torcida. Os triunfos incontestáveis caíram nas graças da torcida e o embalo agora é regra.
Regra porque o Leão Azul deixou a capital com uma vantagem confortável, vencendo o duro adversário por 4 a 1, em um Mangueirão lotado, que agora transborda em alma o sentimento tão próximo de ser campeão da Copa Verde. Entretanto, a mítica azulina não favorece esse tipo de crença antes da hora e a regra, pelo menos entre os atletas, é deixar a bola rolar. Se com 90 minutos as coisas forem favoráveis, ai sim o grito é solto.
Mas enquanto do outro lado estiver um adversário disposto, esse grito ficará entalado. Pelo menos é o que pensa o Cuiabá, dono da casa, de uma modesta, porém marcante torcida, ávido pela mesma pretensão azulina: ser campeão estadual e da Copa Verde. É uma equipe dura, que em mais de 20 jogos, conseguiu apenas duas vitórias por três ou mais gols, mas acredita fielmente no potencial da equipe. Trocando em miúdos, serão 90 minutos de uma decisão onde não há favoritos, só corações a espera da taça.

Cacaio não faz mistério sobre o time
Cuiabá crê que é possível ficar com título
Azulinos querem fazer história
(Diário do Pará)
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