O último capítulo do sonho construído pelos azulinos, com a direção do técnico Cacaio, teve um final desastroso. O derrame de lágrimas foi geral e transbordou de Cuiabá até Belém, mas encontrou resistência no resumo de uma campanha digna, que ressurgiu das cinzas quando ninguém achava que sobreviveria a mais um ano de crise. E o nome do diretor desse espetáculo talvez seja o maior merecedor do prêmio por reerguer o Remo.
Assim foi a trajetória do técnico Cacaio. Em 10 jogos, apenas duas derrotas foram sentidas, ainda que a última machuque como nenhuma outra, mas o mérito do trabalho momentaneamente foi encerrado, com o término do contrato dele com o Remo. “A gente ainda não conversou. Primeiro vamos digerir a derrota para depois conversar nas próximas semanas. O mais importante é que a diretoria tenha a cabeça no lugar, consiga avaliar direito o grupo. Tem que ter mudanças, mas desde que seja com calma e as decisões mais certas”, entende.
Pelo pouco tempo que permaneceu sob o comando do Remo, Cacaio deu atitude e personalidade ao time. Não era de se estranhar que o próprio técnico seja unânime quanto sua vontade em tocar o barco na quarta divisão. Segundo as próprias palavras proferidas ao término do jogo, a parceria que deu certo, tem tudo para continuar, pelo menos pela vontade dele, já de olho na Série D, que sempre foi o principal objetivo e o Remo ganhou a vaga graças ao brilho do comandante.
“A minha vontade é ficar, mesmo se fôssemos campeões, temos que mudar, porque a Série D é uma competição complicada. É preciso fazer um planejamento correto pras não prejudicar ninguém na próxima competição. Agora é com eles, da minha parte eu quero ficar”.
(Diário do Pará)
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