Depois de ter sido afastado do cargo de presidente do Clube do Remo por vontade da maioria dos integrantes do Conselho Deliberativo (Condel) azulino, Pedro Minowa conseguiu uma reviravolta e foi reconduzido às suas funções.
Uma liminar concedida pelo juiz Luiz Ernani Malato, da 6ª Vara Cível e Empresarial, acatou o pedido impetrado pelos advogados do mandatário remista, estipulando ainda uma multa diária de R$ 1 mil, em caso de descumprimento.
O despacho legitima o que Minowa há pelo menos uma semana pleiteava, mas fora afastado sem a chance preliminar de defesa. Ao retornar de forma oficial, o presidente preferiu não aumentar o tamanho da polêmica já criada.
“Eu senti que houve justiça e contra Justiça não se argumenta, se cumpre. De resto, eu só quero que todo mundo vista a mesma camisa”, pediu, lembrando que o Remo precisa levantar uma verba alta para saldar seus compromissos, e sem jogos precisa novamente do apoio da torcida.
“Aqueles que estiveram lá, nos ajudaram quando o time estava precisando, voltem agora, porque temos mais de R$ 500 mil bloqueados na Justiça e precisamos honrar os salários”, adverte.
Ao todo, a Justiça do Trabalho bloqueou R$ 684.500,00, provenientes de renda de jogos, cotas de patrocínio e premiação pela conquista do Campeonato Paraense e vice da Copa Verde.
Embora tenha retornado ao cargo, Minowa vive um momento delicado, com rendas totalmente comprometidas e dois meses sem futebol, como a única fonte de renda.
“Nós precisamos honrar esse mês, mas sem jogos e com renda bloqueada, espero que a Justiça reconsidere e nos dê pelo menos 50% desse valor, e, além disso, vamos precisar de todos, inclusive daqueles 26 conselheiros que foram barrados no dia da reunião do Condel”, conclui.
(Diário do Pará)
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