Com 112 anos de história e tradição, tudo que a Tuna Luso tem garantido para o calendário 2015 é a disputa da Segundinha do Parazão – esse ano inchada com mais clubes mas com a mesma fórmula breve de disputa. Uma fórmula que não ajuda os clubes. “É quase impossível conseguir patrocínio para uma competição que dura 1 mês, porque é muito pouca exposição. Fica muito difícil investir para participar. Ao mesmo tempo esse formato muito curto não dá tempo de um clube se recuperar e seus atletas mostrarem seu futebol e se valorizarem, o que também compromete a possibilidade de venda de jogadores”, aponta o presidente do clube Charles Tuma.
Junto com a Águia Guerreira cerca de 17 clubes profissionais do Estado do Pará, todos sem calendário ao final do Parazão. A criação de uma liga entre essas entidades, mais do que uma possibilidade parece uma necessidade para sua existência. Mas, por enquanto, é uma necessidade que ainda esbarra em problemas para se viabilizar. “A ideia de uma liga parece muito interessante, na verdade.
Mas é algo que precisa de bastante estudo e muitas discussões. Tivemos alguns exemplos de sucesso em outros estados, então acredito que é uma ideia que podemos trazer pra cá embora no momento não haja esse plano”, comenta Tuma.Já Milton Yamada, presidente do Izabelense, também entende que seria uma ideia interessante, mas acredita que só seria viável, por ora, com o apoio da FPF. “Nossa situação é muito precária. Temos alguns problemas de estrutura e a falta de experiência em organizar competições. Já a FPF tem experiência e o pessoal, precisaríamos dela pra nos ajudar”, afirma o dirigente do Frangão da Estrada.
(Diário do Pará)
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