A novela acerca das discussões sobre o mandato do presidente Pedro Minowa deve ganhar um novo capítulo no início desta semana. Será hoje à noite, na sede social, a apreciação do relatório montado pela comissão formada pelos conselheiros Hamilton Gualberto, Ulisses Oliveira e Haroldo Picanço, sobre as acusações de ‘gestão temerária’ que seria praticada pelo atual mandatário.
A retomada do caso se dá 20 dias após o afastamento do presidente, por larga votação dos conselheiros. O placar de 53 a 20 fez a presidência do Condel afastá-lo, enquanto a comissão continuava as investigações, que tem, além dele, outros três personagens: o vice-presidente Henrique Custódio, o ex-diretor geral, Cláudio Jorge, o ex-diretor de marketing, Fábio Bentes, e o ex-presidente Zeca Pirão.
Destes, conforme explicou o conselheiro Gualberto, os três últimos não apresentaram suas respectivas defesas por escrito. Na prática, o relatório será apresentado ao Condel, que por sua vez repassa aos conselheiros, a partir daí, são dois caminhos diferentes nos processos: Minowa e Custódio, por ocuparem cargos de presidente e vice, só podem ser afastados em definitivo, caso os conselheiros decidam levar a votação para a Assembleia Geral, composta por todos os sócios, e ela assim decidem em votação.
Os demais serão julgados pelo próprio Conselho. Logo após a apreciação, quem apresentou sua defesa terá um prazo para defendê-la e posteriormente haverá a avaliação final. Até lá, o presidente Minowa continua no cargo, enquanto os conselheiros preparam mais uma reunião com previsão de polêmica pela frente. “A minha defesa já foi apresentada, eu estou tranquilo quanto as minhas atitudes e sei que não fiz nada para prejudicar o Clube do Remo”, defendeu-se Minowa.
(Diário do Pará)
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