A insatisfação do presidente do Paysandu, Alberto Maia, com o número pequeno de torcedores que pagaram ingressos nos jogos do time, em Belém, pela Série B, não tem fundamento, em comparação a situações de Internacional-RS e Ceará, clubes das Séries A e B, cujos projetos de sócio-torcedor são os mais bem-sucedidos entre as agremiações das duas divisões.
O dirigente se mostrou insatisfeito com o número de torcedores que meteram a mão no bolso para comprar ingresso: 20.955, nas quatro partidas do time no Campeonato Brasileiro, contra Botafogo-RJ, Ceará-CE, Santa Cruz-PE e Paraná-PR.
A equipe bicolor levou um total de 46.955 torcedores aos seus jogos na Segundona, a maioria deles - 26.822 - agregados do projeto Sócio Bicolor. A situação é mais ou menos parecida com a dos jogos do Inter e do Ceará.
Em três jogos que fez no Beira-Rio, o clube gaúcho arrastou um público total de 73.988 torcedores, segundo os borderôs publicados no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Destes, apenas 30.903 torcedores pagaram ingressos. Na partida contra o Avaí-SC, por exemplo, o público foi de 13.009 torcedores, sendo que apenas 3.670 pagaram ingresso.
No Ceará, os números não são muito diferentes. O alvinegro do nordeste fez três jogos em casa, com um total de 13.454 torcedores. A soma dos torcedores que compraram entrada nas bilheterias do estádio, em Fortaleza, foi de apenas 4.375 pessoas.
A partida em que o torcedor cearense menos comprou ingresso foi a disputada contra o CRB-AL, cujo público total foi de 4.184 pessoas, com 1.092 ingressos vendidos nas bilheterias. Os demais eram de associados do projeto de parceria entre o clube e seus torcedores.
Após o desabafo, Maia pediu desculpas à torcida e fez promoção para a partida contra o Vitória-BA, no dia 23, com ingressos a R$ 30, arquibancada, e R$ 60, cadeira, atá o dia da partida.
Confira, em detalhes, ao lado.
(Diário do Pará)
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