O estádio Jader Fontenelle Barbalho, principal praça esportiva do Oeste do Pará, há cerca de dois anos vive a expectativa de uma intensa reforma, para concluir o setor de arquibancadas, modernizar as dependências e trocar o gramado. Esse último tópico uniu e animou os dois grandes rivais do futebol santareno. Com uma extensão maior que os gramados do interior e uma qualidade ainda boa, por conta do uso apenas moderado do estádio, o velho gramado foi prometido como doação a São Francisco e São Raimundo para renovar seus campos privados – o CT Everaldo Martins, do Leão, e estádio Panterão, do Pantera. A retirada do gramado, contudo, se transformou em um problema.
Com um prazo até o último dia 15 para retirar sua parcela, a dupla Rai-Fran chegou a contratar empresas para o trabalho, mas as chuvas na cidade de Santarém inviabilizaram a retirada das placas de grama.
Quando os clubes se preparavam para começar a remoção, a Igreja da Paz solicitou à prefeitura que o gramado permanecesse até a festividade do Congresso da Paz – evento que tradicionalmente é organizado no estádio e é realizado em julho. Caso a troca só ocorra a partir desse mês, o Barbalhão ficaria inviabilizado para uso pelo São Raimundo na Segundinha do Parazão, que se inicia em setembro.
O prazo de três meses até poder mandar jogos no novo gramado atrapalharia o São Raimundo, que só poderia jogar no estádio provavelmente a partir de outubro. “Estamos há mais de 24 horas aguardando uma posição da prefeitura sobre a troca do gramado, pois esperamos utilizar o estádio”, declarou o presidente do Pantera, Alexandre Lopes.
São Raimundo, São Francisco e representantes da Igreja e Prefeitura de Santarém reuniram ontem e ficou definido que no mesmo dia uma posição seria apresentada. Até o fechamento desta edição, a prefeitura afirmou que só tomaria alguma decisão após o prefeito Alexandre Von retornar de viagem.
E esse se torna mais um item no histórico de atrasos da principal praça do interior. Desde o anúncio da obra de conclusão do Barbalhão, entre greves e paralizações, a obra já conta com mais de um ano de atraso.
(Diário do Pará)
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