Sempre cauteloso ao falar de arbitragem desde que colocou os pés na Curuzu, por preferir analisar a atuação de sua equipe e dos adversários nos jogos do Paysandu, o técnico Dado Cavalcanti não poupou críticas a atuação do alagoano Charles Hebert Cavalcante Ferreira, que, para ele, prejudicou visivelmente o Papão no jogo com o Náutico-PE.
Sempre equilibrado, o treinador apontou a não marcação do pênalti cometido por Diego, que meteu a mão na bola dentro da grande área, no segundo tempo, quando o placar já era de 1 a 1, como a falha mais grosseira do apitador.
“O Charles errou muito. Essa bola do pênalti foi muito clara e ele estava muito próximo, ali ao lado. O Diego subiu e tocou na bola com a mão, tirou a bola do João Lucas e ele, infelizmente, não marcou”, lamentou.
Dado foi além nas críticas ao trabalho do árbitro. “Em alguns lances ele inverteu faltas. Uma pena. O jogo até poderia ser um pouco melhor tecnicamente, caso o árbitro tivesse contribuído para isso”, criticou.
O empate, na avaliação do técnico, “foi um resultado satisfatório”, mas, caso o árbitro não tivesse errado no penal, conforme salientou Dado, o Papão poderia estar hoje na vice-liderança da Série B. “Deixamos de somar dois pontos importantes, que esperamos que não nos façam falta lá na frente”, declarou. “Infelizmente a gente se sente muito mais refém, muito mais amarrado em situações como essa”, apontou.
Foi a terceira vez que o Papão saiu de campo prejudicado pelo apito no campeonato. Na estreia, contra o Botafogo-RJ, o time teve um gol legal de Leandro Cearense anulado, equivocadamente, pela arbitragem. Já na segunda rodada, contra o Bragantino-SP, o árbitro marcou pênalti de Thiago Matins no adversário, mas a falta aconteceu fora da grande área.
(Diário do Pará)
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