“Me lembro como se fosse hoje, cara. Foram 19 amistosos seguidos pelo interior como titular. Cheguei a jogar como titular num jogo contra o Águia, que vencemos por 4 a 1. Às vésperas da estreia na Copa do Brasil, contra o Santos-SP, eu fui barrado e nem para o jogo fui. Perguntei para um diretor porque eu não ia jogar e ele me respondeu na cara: ‘Jogador da terra não leva torcida’. Aquilo me doeu demais”, relembra Diego Azevedo, sobre a temporada 2010, quando foi lançado aos profissionais do Clube do Remo.
O clima ficou muito ruim e o atleta, desanimado, pediu para ser liberado do clube após o Parazão. “Até tinha alguma coisa para receber, mas abri mão. Não queria brigar com ninguém, só não queria mais ficar lá”, revela.
E a partir daí, atleta começou com a vida cigana e quase desistiu de jogar bola, até que surgiu um convite para jogar a Série A3 do Paulista e as coisas começaram a mudar.
Contratado pelo Taubaté, ele encontrou o técnico Abelha, ex-Remo, que lhe convenceu a mudar da lateral-esquerda para a zaga. Na nova posição, Diego se tornou titular e seu rendimento cresceu. Mesmo com a mudança do comando do time – que foi assumido por Paulinho McLaren-, o jogador seguiu na equipe.
Ao final da Série A3 do Paulistão, o atleta recebeu mais um convite para jogar nas divisões inferiores – defendendo o Uberlândia, reencontrou Abelha e juntos conquistaram o título da segunda divisão do Campeonato Mineiro, recentemente.
E aí, acabou tudo de novo. “O Uberlândia tem uma estrutura incrível, dá as melhores condições para os jogadores, mas da feita que acabou a Segundona do Mineiro fica sem calendário até o ano que vem. É a rotina do jogador de futebol: termina um campeonato e tem que procurar outro para jogar”, lamenta o zagueiro, que está em Belém, de férias, e mantém a forma na Tuna Luso, enquanto aguarda convites para retornar ao futebol.
(Diário do Pará)
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