Depois de ser penalizado na última instância do STJD, com a perda de três mandos de campo na Série D do Campeonato Brasileiro, o departamento jurídico do Remo tenta uma última cartada, na estratégia de diminuir os prejuízos causados pelos atos de vandalismo de membros de algumas torcidas organizadas.
A última tentativa de aliviar o lado azulino foi dada pelo advogado André Cavalcante, ao protocolar um pedido de embargo de declaração da decisão à corte, que obrigou o Leão a jogar as três primeiras partidas de portões fechados.
Na estratégia dele, a solução pode aparecer em dois momentos, mas depende primordialmente do que será decidido ao fim do primeiro passo. “Esse primeiro ato é por que houve uma contradição entre a decisão e o que se colocou no acórdão. Acredito que até a próxima segunda-feira (22) eles devam responder ao nosso embargo de declaração, informando se vão corrigir ou não. Se a resposta for favorável ao Remo, aí eu partirei para outra ação”, explicou o advogado, em entrevista ao Portal Arquibancada.
A partir desta decisão, caso o Remo seja beneficiado, Cavalcante tentará outros encaminhamentos, mas evitou divulgar quais serão, para não comprometer o andamento do caso, que é grave e pode reverter um quadro crítico, sobretudo financeiramente, que tende a arruinar parte do projeto de reestruturação do clube, iniciado em janeiro, com o objetivo de levá-lo à Série C.
A culpa pelo clube ter sido apenado com três partidas de portões fechados é diretamente associada à torcida organizada que entrou em conflito contra membros de uma torcida do River-PI, em jogo da mesma Série D, no dia 14 de setembro do ano passado, em Bragança, pelas oitavas de finais. O Remo ganhou por 3 a 2, mas logo depois foi eliminado. (L.G.R.)
(Diário do Pará)
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