O placar era o menos importante na noite de ontem. A chance de poder assistir de perto aquele que é considerado por críticos um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, talvez apenas atrás de Pelé e Garrincha, já foi um presente, mesmo que muito anos depois do final de sua gloriosa carreira pelo rubro negro carioca.
Ver Zico jogar, para muitos, foi um sonho, que mesmo tardiamente, foi realizado. “Mesmo aposentado há muito tempo, ele mostra que não desaprendeu a jogar. Uma vez craque, sempre craque”, resumiu um flamenguista que fez questão de ficar na primeira fila das cadeiras cativas do estádio.
O encanto pelos astros aumentava a cada gol. E pelo placar, deu para ver que foram muitos. Mesmo com toda idade, os rubro-negros provaram porque foram os melhores do mundo em alguma ocasião da história.
O baile foi longo. Talvez por isso, tenha atraído um bom público ao olímpico estadual - não divulgado pela organização do evento.
A festa regada a futebol e nostalgia foi única. Como há muito tempo não se via. Cada time contou com seus ídolos.
No final das contas, o torcedor paraense foi presenteado com um brinde do que já foi o futebol brasileiro. “Hoje em dia nós sentimos falta do futebol assim, como fomos acostumados. Isso sim é bola”, desabafou outro torcedor.
(Diário do Pará)
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