A debandada geral na atual administração do Clube do Remo é um reflexo da pressão imposta ao presidente licenciado, Pedro Minowa, desde que assumiu o cargo, ao derrotar a situação em uma eleição histórica que marcou o início do voto direto. O mandatário afastado, desde então, além de delegar responsabilidades muito grandes a pessoas de pouco gabarito, ainda se ausentou em momentos delicados, o que despertou a fúria da ala de oposição.
Com isso, aos poucos a gestão de Minowa foi minada, ora pela oposição, ora pelas próprias decisões tomadas ao longo do tempo. Algumas deixaram marcas profundas. Tudo isso refletiu no futebol e em toda sua estrutura.
Diretamente, a crise recaiu sobre o departamento de futebol, mas também afetou parte da pirâmide azulina.
Desde o estouro da crise, saíram o primeiro diretor de futebol, Albany Pontes, o vice-presidente do clube, Henrique Custódio, o diretor geral, Cláudio Jorge, além do diretor de futebol, Cláudio Bernardo e Minowa.
Com isso, o departamento foi assumido por uma junta governativa convocada às pressas, formada por Sérgio Dias, Dirceu Lage, Milton Campos, Marco Antônio Magnata e um sexto integrante. “Esta comissão vai ter autonomia para tocar o futebol, prestando conta, mas com liberdade. O planejamento segue normal para a Série D. O Fred Gomes (executivo de futebol) e o Sérgio vão estar a frente, agora com o auxílio dessa comissão. O departamento precisa gerar renda e se pagar. fizemos essa comissão para isso e que o time chegue no Brasileiro pronto”, explicou Milton Campos.
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(Diário do Pará)
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