A suposta utilização de uma caneta laser por um torcedor do Paysandu no jogo da última terça-feira (30), contra o Atlético-GO, não passou despercebida pelo árbitro paulista, Vinícius Furlan. O juiz escreveu no relatório da partida a reclamação do goleiro Márcio de que teria sido atingido por uma luz de laser antes da cobrança do pênalti que decretou o segundo gol do Papão. A denúncia poderá trazer prejuízos ao Papão, já que pela segunda vez o clube é denunciado pelo mesmo problema em jogos da equipe na Série B do Brasileiro. Diante do Vitória-BA, os jogadores baianos também reclamaram da mesma situação.
O incidente provocou a paralisação do jogo. Furlan comunicou ao quarto árbitro, Wasley do Couto, repassou a informação ao policiamento no estádio.
O departamento jurídico do Paysandu garante que está tranquilo quanto a uma eventual denúncia do clube ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pela procuradoria do órgão, em função do problema.
O advogado Alexandre Pires, chefe do departamento, informou que as imagens da partida não registram a utilização do laser pelo torcedor. “Recebi da nossa assessoria a informação de que a televisão demonstra que não houve direcionamento de laser no goleiro. Então, posso afirmar que isso não passou de uma denúncia infundada do goleiro para paralisar o lance do pênalti”, argumentou Pires.
O advogado informou ainda que, por medida de precaução, o clube se municia de documentação, caso a denúncia ao STJD venha a ser confirmada.
A punição prevista para situações como essa prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e perda de até dez mandos de campo.
(Diário do Pará)
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