No Condel, Pirão foi absolvido por 59 votos a um. A ‘lavada’ aconteceu minutos após um integrante do Conselho Fiscal se limitar a dizer que as contas estavam aprovadas, mas por falta de quórum do Condel não haviam sido analisadas.
“Três membros analisaram as minhas contas. Fui o único presidente a prestar conta todo mês. Eles fiscalizaram dois anos, até tempo do Sérgio (Cabeça). Está tudo regular, com nota fiscal, é só procurar”, diz.
Segundo ele, a facilidade de se abastecer do bem azulino é gritante, mas este nunca foi o seu propósito. “O Remo é muito fácil de roubar. Para alguém fazer isso, é preciso ser muito vagabundo. Eu tratava o clube como um filho. Os sócios pagam R$ 50 e recebem um papelzinho. Uma pessoa mal intencionada pode falsificar esse papel e ficar com o dinheiro. Isso é apenas um meio”, alerta.
Pirão garante que não usou dinheiro do clube. Com dívidas familiares em cerca de R$ 600 mil, ele conseguiu elevar a autoestima do clube e da torcida, mas perdeu tudo com a derrota para Minowa. “Antes da eleição, eu tinha ido a São Paulo e fechado com a BWA a construção das cadeiras. Fechei com um grupo atacadista a reformulação do Remo. Eles iam entrar com R$ 400 mil mensais, mais alguns jogadores, entre eles o Bruno Veiga. Eles queriam em contrapartida 50% da venda dos jogadores, o que achei justo”, revela.
Para o futuro, Pirão não faz plano, mas tem uma única certeza. “Eu estou tentando me reerguer e quando isso acontecer, eu vou voltar, terminar a obra e entregar para o clube”, finaliza, descartando uma possível candidatura imediata, caso Minowa seja destituído no dia 15 de julho.
(Diário do Pará)
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