Sem local próprio para concentrar sua delegação em vésperas de jogos, o Paysandu tem um gasto de cerca de R$ 8 mil a cada partida que realiza em Belém.
Como o time fará um total de 19 partidas na Série B do Brasileiro, em casa, os gastos, só na competição nacional, chegarão a cerca de R$ 152 mil. Mas, este é um débito que o clube deverá riscar de suas contas num futuro breve, em função da construção do Hotel Bicolor, que já está com mais de 50% de suas obras concluídas.
As novas e modernas instalações do hotel ficam atrás da arquibancada central. O projeto inicial do imóvel previa a construção de 15 suítes, mas foi ampliado para 19 e pode abrigar até 38 pessoas.
São apartamentos com 12 metros quadrados, todos climatizados. O local terá ainda auditório, com capacidade para 50 pessoas, cozinha, refeitório e sala de estar para o elenco.
Os gastos com a obra, em princípio, seriam de R$ 500 mil, mas devem chegar a um valor um pouco maior, bancados por abnegados e pela diretoria. O hotel deve ficar pronto em setembro.
Tony Couceiro destaca a qualidade do hotel. “Teremos um hotel de primeira linha, com todo o conforto possível, exatamente para que o Paysandu não precise mais gastar com concentração fora da Curuzu. Será um custo a menos para o clube”, aponta o dirigente, que acompanha de perto o andamento da construção.
Próximas gestões devem concluir as obras de ampliação do estádio
Com capacidade atual para receber até 16.500 torcedores, a Curuzu oferecerá, em breve, mais espaço ao torcedor. A meta da diretoria é que no futuro a praça de esportes venha a dispor de capacidade para 30 mil pessoas, o que o elevaria ao segundo maior estádio do Pará, atrás apenas do Mangueirão.
Contudo, em princípio, a gestão do atual presidente Alberto Maia pretende ampliar o local para um público de cerca de 1.500 torcedores, o que deixaria o restante do aumento de capacidade do local para diretorias sucessoras, conforme revelou o dirigente, pouco antes de embarcar para o Rio de Janeiro, na última quarta-feira (8). “Se conseguir deixar pelo menos um dos lados das novas arquibancadas pronto já me darei por satisfeito”, contou.
“As administrações que sucederem a nossa poderão dar andamento ao projeto, que prevê a Curuzu com capacidade para um público de 30 mil pessoas”, prosseguiu.
Seguindo modelo de outros estádios, como, por exemplo, o da Vila Belmiro, do Santos-SP, a praça de esportes do Papão terá arquibancadas de dois andares. A primeira parte, a que se referiu Maia, fica para o lado da travessa do Chaco. Só esta parte da obra deve consumir algo em torno de R$ 2 milhões.
De acordo com Maia, as obras deveriam, inicialmente, começar no próximo mês, mas mudanças no projeto original fizeram com que elas tivessem seu começo adiado, sem que a data esteja confirmada. “O projeto ainda não me foi apresentado e por isso não posso informar com exatidão quando a obra será iniciada, mas acredito que não estamos muito distante”, afirmou o presidente.
A expectativa do presidente do Conselho Deliberativo (Condel) do clube, Tony Couceiro, um dos integrantes da comissão de obras, é de que a construção deste primeiro módulo leve cerca de dez meses para ser concluída.
Todas as lojas do entorno vão ser entregues
A construção do primeiro módulo das arquibancadas de dois andares da Curuzu trará mudanças não só na parte interna do estádio, mas também na parte externa do imóvel, que dá para a travessa do Chaco.
Também serão construídos, conforme informou o presidente Alberto Maia, camarotes, que oferecerão 40 lugares ao público. Pelo lado de fora, o clube passará a contar com áreas comerciais que serão alugadas para comerciantes dos mais variados ramos de atividade.
Maia não pôde informar a quantidade dos imóveis que serão disponibilizados ao setor empresarial. “Como houve mudança no projeto inicial, neste momento, não posso informar com exatidão a quantidade dessas lojas. O que posso antecipar é que, dentro do estádio, teremos camarotes com capacidade para receber até 40 pessoas”, revelou.
O aluguel dessas áreas renderá um bom lucro ao clube, bem diferente do que se via, já que os espaços eram ocupados, em sua grande maioria, por torcidas organizadas que nunca pagaram um centavo de aluguel.
Maia informou que alguns desses locatários já entregaram as chaves dos imóveis de maneira espontânea.
“Em outros casos, o Paysandu está buscando a retirada dos inquilinos por meio da Justiça”, explicou o dirigente, que tem utilizado os serviços do próprio escritório de advocacia, formado por ele e alguns outros dirigentes do clube, para promover a desocupação do local o quanto antes.
(Diário do Pará)
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