Um pequeno rastro de luz surgiu no final do corroído túnel remista. Com uma dívida trabalhista acima de R$ 10 milhões, o departamento jurídico do Clube do Remo apresentou nesta semana um plano de pagamento junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), para tentar acabar de vez com as intermináveis ameaças de leilão e bloqueios de renda e patrocínio.
Apresentado e assinado pelo advogado do clube, André Meira, o documento foi entregue à corregedoria da corte, com várias sugestões de acordo apresentadas, entre elas o pagamento do valor real, de R$ 10.792.913,09, em 120 parcelas mensais de R$ 90 mil. Por consequência, essas parcelas teriam como garantia o uso das cotas de patrocínio do Banpará e da Funtelpa.
De acordo com o advogado, o clube agora vai esperar um retorno por parte do TRT8. “A corregedoria já tem em mãos o projeto de pagamento da dívida e pediu um prazo de dez dias para se manifestar a favor ou contra sobre o plano”, assegurou.
A meta do clube é conseguir honrar e equilibrar as contas, enquanto parte da arrecadação proveniente das rendas e patrocínios cobre os custos de processos trabalhistas.
Um dos casos mais graves é da área do Carrossel, localizada na parte frontal do terreno que aloca o estádio Baenão. Várias foram as tentativas de leilão, inclusive uma recente, mas sempre no apagar das luzes os advogados do clube conseguiram as investidas de compradores. “O plano daria, além do pagamento da dívida, a possibilidade de o clube cumprir com as suas responsabilidades, como o pagamento da folha, e assim evitar novos processos, sem contar com a suspensão do leilão da área do Carrossel”, encerrou o dirigente.
(Diário do Pará)
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