O volante Sandro Goiano completa nesta quinta-feira 42 anos. O ex-jogador foi o autor do passe para o gol mais importante da história do Paysandu. O lançamento na medida foi concluído por Iarley, que decretou a inesquecível vitória do Papão da Curuzu em cima do temido Boca Juniors, em plena Bombonera.
O feito foi a consagração de um dos jogadores mais técnicos que já passaram pelo futebol paraense. Sandro se tornou assim um dos símbolos de uma época gloriosa, na qual o Paysandu conquistou o bicampeonato brasileiro da Série B, a Copa Norte e a Copa dos Campeões, além da inédita participação na Libertadores da América.
Sandro Goiano acredita que alcançou o patamar de jogador vencedor e prova isso através de títulos. No Paysandu, faturou a Série B do Brasileiro em 2001, a Copa dos Campeões de 2002 e disputou a Libertadores do ano seguinte. No Grêmio, além de duas conquistas estaduais (2006 e 2007), comandou o time na volta à primeira divisão nacional em 2005 e foi vice da Libertadores de 2007. Por fim, brilhou no Sport com o troféu de campeão da Copa do Brasil de 2008.
Sandro em sua segunda passagem pelo Paysandu, em 2011. O capitão conquistou a Série B de 2001, Copa dos Campeões 2002 e o quinto lugar na Copa Libertadores de 2003. (Foto: Mário Quadros/Diário do Pará)
A imagem de jogador viril rendeu a Sandro Goiano fama na internet. Até hoje, quem utilizar um sistema de busca pela internet consegue encontrar sites que formularam frases curiosas sobre os conhecidos carrinhos do ex-volante de Paysandu, Grêmio e Sport.
Sandro virou o personagem central de polêmicas envolvendo supostas insubordinações por causa de salários atrasados. O jogador já foi acusado de " mercenário", "agitador" e "desagregador" por alguns torcedores. Esta semana, depois de uma discussão com o diretor de futebol Antonio "Louro", por causa dos salários atrasados, Sandro foi dispensado pelo presidente Luiz Omar Pinheiro.
O ídolo saiu do Paysandu em 2011 deixando alguns torcedores órfãos. Para eles, nunca houve um volante como Sandro e a história construída no Paysandu se sobrepõe à qualquer polêmica. Para outros, o jogador é o maior culpado pela demissão do então técnico da época, Édson Gaúcho, e a perda de comando do time.
Atualmente, Sandro Goiano trabalha como coordenador técnico do América-RJ.
(Ronald Sales/DOL)
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