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Leilão do "Carrossel" está marcado

Aeterna ameaça de venda da “Área do Carrossel”, anexa ao estádio Evandro Almeida, voltada para a Almirante Barroso, prometia uma solução essa semana após a apresentação de um plano de pagamento da dívida pelo Clube do Remo à Corregedoria do Tribunal Regio

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Aeterna ameaça de venda da “Área do Carrossel”, anexa ao estádio Evandro Almeida, voltada para a Almirante Barroso, prometia uma solução essa semana após a apresentação de um plano de pagamento da dívida pelo Clube do Remo à Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho. A solução talvez não esteja longe, mas se desenha bem diferente das expectativas azulinas. Ontem, o desembargador Gabriel Napoleão Velloso comunicou ao clube que a proposta de pagamento foi rejeitada e que segue na 13ª Vara do Trabalho o processo de leilão da área. Pela programação original, o prego deve ser batido no dia 28 de agosto, no prédio do TRT.

“Nosso papel enquanto justiça é equilibrar as necessidades do clube, por ser empregador, e dos requerentes, que têm seu direito e precisam ser respeitados”, comenta Gabriel Velloso. Segundo o desembargador, o projeto de pagamento apresentado pelo clube propunha o pagamento em 10 anos, com pagamento de 90 mil reais por mês, mas o contabilista do órgão não aprovou a proposta por falta de garantias.

“O projeto citava cotas de patrocínio, mas não apresentava os contratos. Citava a entrada de rendas que ele não tinha como provar que iria receber para arcar com os pagamentos. Não temos como aceitar o documento sem garantias, especialmente pelo retrospecto recente de não cumprimento dos acordos”, comentou o desembargador. No ano de 2014, ele relembra, o clube apresentou proposta de pagamento mensal de 100 mil reais mas, ao longo do ano, pagou apenas por duas vezes.


CAMINHO SEM VOLTA?

Nesse processo de não pagamento, as dívidas se avolumam. “O total da dívida trabalhista azulina é de quase 12 milhões de reais, e o clube não para de receber novos processos e novas dívidas. Quando se tem esse volume de dívidas, o pagamento de parcelas pequenas, rateado entre os credores, mal paga os juros da dívida. Desse total de dívida azulina, uma parcela razoável é apenas de juros da dívida”, comentou o juiz Jorge Vieira, titular da 13ª Vara do Trabalho, onde atualmente tramitam os processos azulinos.

A proposta de pagamento da dívida, recusada pelo TRT, era uma das justificativas para o mandado de segurança apresentado pelo Clube do Remo às vésperas da última tentativa de leilão. Com sua recusa pelo TRT, o magistrado acredita que a etapa de leilão não sofrerá empecilhos. “Nesse estágio acredito que não devem haver novos recursos porque praticamente todas as medidas possíveis foram apresentadas. A única forma de impedir o leilão seria apresentar algo concreto, como a proposta de pagamento por parte de uma empresa ou banco”, afirmou Jorge Vieira.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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