A equipe de sete atletas de Jiu-Jitsu, de Marabá, conquistou títulos inéditos no Campeonato Mundial de Lutas Profissionais em Vitória (ES) no último final de semana. Todos os atletas que participaram trouxeram medalhas para a cidade do sudeste paraense, sendo duas de ouro, uma de prata e quatro de bronze.
Os campeões foram Rodrigo Santos, que trouxe para Marabá a medalha de ouro na categoria de faixa azul super pesado e “Tigre” Xavier campeão na categoria submission peso pesado.
O faixa azul Carlos André foi vice-campeão na categoria absoluto, Reginaldo Borcem ficou em 3º lugar na categoria pesado faixa preta, André Santos Ribeiro em 3º lugar na faixa azul meio-pesado e o mestre faixa preta Jefferson Vilhena conquistando 3º lugar na categoria meio pesado. Também participou na equipe o atleta Anderson Maca de Canaã dos Carajás.
Segundo Rodrigo Santos, um dos medalhas de ouro, a técnica e os treinos intensos foram fundamentais para as vitórias, proporcionando lutas de alto nível.
“Foi muito difícil, o campeonato de altíssimo nível técnico com atletas com vigor físico muito forte. Mas a nossa técnica prevaleceu e graças a Deus os oponentes não resistiram e a nossa técnica e sucumbiram”, disse. “Graças a Deus em todas as lutas que fiz não sofri nenhum golpe, nenhum ponto e consegui finalizar dois atletas me consagrando campeão”, comemora Rodrigo.
Em meio a equipes de mais de 50 a 100 atletas, os Marabaenses se tornaram motivo de comentários pelo desempenho realizado na competição, com 100% de aproveitamento, levando em consideração ao número de atletas e de medalhas.
“Perguntavam, quem são esses caras? Dá onde eles vieram? O que eles fazem pra conseguir algo tão inusitado? O aproveitamento na minha opinião foi muito mais do que 100%”, acrescenta Rodrigo.
O atleta Tigre Xavier foi campeão na categoria submission peso pesado, uma forma de lutar jiu-jitsu sem o kimono tradicional, com golpes adaptados e com mais liberdade de movimentos.
Segundo Xavier, é uma luta considerada muito difícil, uma vez que o lutador disputa sem kimono e não tem onde agarrar. “É a modalidade que eu mais gosto de lutar. A pegada é mais difícil, mas com treinamento e muita técnica a gente consegue”. Tigre também conquistou o terceiro lugar na categoria com kimono.
Para a equipe, esse foi um feito pra ficar na história de Marabá, pra que esses atletas sejam lembrados como incentivo de que é possível sair daqui e fazer um bom resultado lá fora. Agora a equipe tem a missão de representar Marabá no Campeonato Pan Americano, no mês de outubro em Fortaleza (CE) e tentar manter os bons resultados.
(DOL com informações de Jessika Ribeiro/Diário do Pará)
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