Volta e meia, o nome do zagueiro Max é alvo de alguma notícia não relacionada ao seu desempenho dentro das quatro linhas. O último e recorrente tema é a sua condição clínica. Durante a semana, o atleta foi poupado de dois treinos com o argumento do retorno de um velho problema. A lesão no tornozelo voltou a incomodar e por muito pouco Max não desfalca o time no momento mais importante até aqui.
“Estou com esse problema no tornozelo, que já vem me incomodando há algum tempo. O departamento médico fez muito bem o seu trabalho. Estou me sentindo melhor, mas ainda não 100%. Porém, isso não é desculpa. Tenho que dar o meu melhor pelo Remo e sei que a recompensa virá com esse acesso à Série C”, pontuou o zagueiro, que está livre, mas tem outra dúvida quanto ao seu desempenho.
Max vai a campo pendurado. Tem dois cartões amarelos e um terceiro pode o tirar da despedida da primeira fase, mas, por outro lado, ficaria livre para jogar no mata-mata. É aí que reside a grande questão.
Todavia, o xerife prefere não pensar muito no que pode acontecer no futuro. Segundo ele, o futuro é agora e só o destino saberá o que lhe cabe, assim que o árbitro central apitar o início do espetáculo na Arena da Floresta.
“Dizer que vou forçar o cartão é algo não muito legal. Quero atuar no jogo de reencontro com a torcida. O Mangueirão vai estar lotado, vai ser bom. Mas também seria bom entrar no mata-mata limpo. Vamos ver como as coisas vão acontecer durante o jogo, para depois decidir algo. Melhor que seja tudo naturalmente”, finaliza Max.
Retrospecto favorece os remistas
Nos últimos jogos, o retrospecto entre Leão e Estrelão não é dos melhores para os donos da casa. Pela Copa Verde deste ano, o Leão Azul faturou os dois jogos contra o Rio Branco, e no Campeonato Brasileiro da Série D, não foi diferente. Na primeira rodada, o Remo despachou o adversário, em jogo realizado na Arena Verde. Entretanto, a história da rivalidade também já empurrou momentos amargos na goela azulina.Em 2008, quando andava extremamente mal das pernas, na Série C, o Clube do Remo foi até a Arena da Floresta enfrentar o Rio Branco. Se pudesse apagar aquele jogo da memória, seria perfeito. O placar de 3 a 0 para os anfitriões simplesmente rebaixou o Remo à Série D, de onde até hoje luta arduamente para sair. Hoje, sete anos depois, o Estrelão também desceu e quis o destino que novamente eles se encontrassem.
Ao todo, Remo e Rio Branco já se enfrentaram 11 vezes. Esta é a segunda partida pela Série D. Duas vezes também é o número de confrontos pelas séries B e C. Na primeira, o Remo tem duas vitórias, enquanto na Terceirona o Rio Branco tem uma vitória e ambos empataram em outra ocasião. Por outro lado, o retrospecto jogando na capital do Acre, favorece o time paraense, e é essa vantagem que eles lutam para garantir.
“São equipes experientes, que se conhecem. Vai ser um jogo perigoso, eles estão indo bem na competição e com certeza não querem perder diante da torcida deles, mas o nosso papel é estragar a festa. O time do Remo está preparado e vai buscar, sim, essa vitória, que é muito importante para nós”, assegura o técnico Cacaio.
(Diário do Pará)
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