Visando a fase seguinte, a torcida azulina esperava a partida no Acre com um olho no futuro. Uma vitória era a expectativa para ficar na liderança geral da competição e enfrentar um cruzamento mais fraco na fase seguinte. E o time chegou perto de conseguir a vitória, perdendo seguidas chances, mas, ao fim, o empate em 0 a 0 contra o Rio Branco na casa do adversário não foi dos piores resultados. Se por um lado a liderança geral da competição não é mais possível, por outro o time joga por apenas um empate diante da sua torcida contra o Vilhena-RO para garantir o 1º lugar do grupo e decidir o primeiro mata-mata em casa. O Remo não se intimidou em jogar fora de casa e pressionou no ataque desde o início da partida, com uma postura bastante ofensiva, e dominou o primeiro tempo. Entre chances mais e menos claras, o Remo criou oito oportunidades no ataque contra quatro dos donos da casa. Mas, enquanto o Rio Branco apenas chutou rasante, o Remo obrigou o goleiro Ricardo Villar a fazer pelo menos 3 grandes defesas. Aos 28, defendeu chute de fora da área de Alex Ruan; aos 29, defendeu bola desviada em Silvio em cima da linha e, aos 30, defendeu cabeçada de Chicão. Aos 46 a cabeçada de Aleílson passou de Villar e Martinez, em cima da linha, salvou o Rio Branco. Na volta para o 2º tempo, os donos da casa inverteram a dinâmica do jogo nos primeiros 15 minutos. Aos 9, depois de jogada ensaiada na cobrança de escanteio, a bola sobrou para Charles Chenko chutar à queima-roupa e Fernando Henrique defender. Aos 11, Dudu cabeceou com perigo cobrança de escanteio e acertou as redes pelo lado de fora. A partir dos 15, o jogo ficou muito truncado, com poucos lances coletivos e muita ligação direta. O jogo voltou às mãos do Remo após a entrada de Juninho, que com chutaço aos 27 obrigou Villar a mais uma grande defesa. Eduardo Ramos, tentando gol olímpico, forçou o goleiro adversário a mais uma grande defesa aos 37. Foi o último lance agudo de ataque. Sem correr grandes riscos, o Remo segurou o adversário e garantiu o empate em 0 a 0. ATACANTE NÃO ESQUECE COMO SE FAZ GOL Mais uma vez, o Clube do Remo criou oportunidades e foi pouco feliz nas finalizações. Mesmo com a mudança de algumas peças, como a saída pro jogo sem homem de área, o resultado em campo não foi muito diferente. O técnico Cacaio, porém, diz que a confiança nos seus atletas não muda. “Eu confio muito em cada um desses atacantes e tenho certeza de que, quando a hora chegar, esses gols que não saíram hoje vão sair. Como ex-atacante, eu digo que atacante não esquece como se faz gol. E esses jogadores já mostraram que sabem fazer”, comentou. Cacaio credita a falta de gols a falhas individuais, mas afirma que o resultado não foi ruim. “Nosso coletivo está funcionando. Criamos a jogadas direito, mas na hora o goleiro defende, ou acertamos a trave, o chute vai pra fora. É um detalhe individual. Mas esse 0x0 não foi um mau resultado. O Rio Branco não tem mais nenhum jogo e nós vamos para a última rodada brigando pela liderança da chave, que era o nosso objetivo desde o começo da competição”, explicou. O treinador afirma que foi consultado sobre a contratação do atacante Kiros e optou em conjunto com a diretoria pela vinda do atleta. “O mercado não nos oferece muitas opções e a questão financeira também não nos permite ousadias. O Kiros então foi uma saída que cabe na nossa realidade. Conheço o jogador, sei que ele é artilheiro e tomara que venha bem e faça os gols que ele sabe fazer e nos ajude a conseguir essa classificação”, avaliou o Cacaio. (Diário do Pará) |
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