Há três meses treinando com foco total no Campeonato Paraense da Segunda Divisão, a Tuna Luso Brasileira já formou uma equipe com 26 jogadores e espera mais dois reforços até o início da competição. De acordo com o técnico do clube, Carlos Alberto Lucena, os diretores de futebol estão viabilizando a contratação de um goleiro e um atacante para fechar o grupo cruzmaltino.
“Essas são as nossas únicas necessidades no momento. Estamos há três meses treinando e a nossa equipe já está fechada. Sempre alerto os nossos jogadores que eles têm que pensar em jogar na Tuna e sair daqui só se for para times grandes, fora daqui. Nós sabemos que é difícil, mas não impossível”, pontua o técnico, que já tem data marcada para o próximo amistoso.
“Dia 20 estaremos em Igarapé-Miri jogando contra a seleção Brigadeiro. Já jogamos contra eles aqui em Belém, agora é a nossa vez de irmos até lá para dar à equipe ritmo de jogo”.
Ainda de acordo com Lucena, a diretoria quer fechar um amistoso para o próximo domingo. “Queremos jogar contra algum time que estará na Segundinha também. Os diretores estão vendo qual equipe estará à disposição”.
O primeiro jogo da Águia do Souza na disputa da Segundinha será contra a equipe do Vila Rica. A Federação Paraense de Futebol (FPF) ainda não definiu o local, mas Lucena adiantou que o confronto deve ser no estádio Francisco Vasques.
SEGUNDINHA AMEAÇADA?
Embora o Parazão tenha acabado há quase 5 meses, seus bastidores ainda repercutem. Do acordo fechado pelo Governo do Estado com a Federação Paraense de Futebol, a entidade reclama ainda não ter recebido repasses do total de 1,3 milhão da Seel (Secretaria de Estado de Esporte e Lazer) referentes a valores para deslocamento, hospedagem e alimentação das equipes. O desfalque nas contas ameaça a organização da Segundinha, cujos custos a entidade não teria como cobrir. A titular da Seel, Renilce Nicodemos, reconhece o atraso e afirma que está tomando as devidas providências. O atraso teria origem num atraso de repasse de verba da Secretaria de Fazenda do Estado, pois a Seel não dispõe de orçamento próprio para fazer o pagamento.
(Kezia Carvalho/Diário do Pará)
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