Aos 30 anos de idade, não é a primeira vez que o atacante Aleílson enfrenta uma pressão por conta da seca de gols. No maior rival, em 2013, foi contratado como última tentativa de salvar o time na Série B. Não deu certo. Fracassou e retornou ao Paragominas por falta de espaço. Hoje, no Leão, ele espera encerrar de vez a má fase.
No mesmo ano em que foi para o Paysandu, ele deixou 13 gols marcados no Campeonato Paraense, também pelo Jacaré. Foi lá que ele viveu a melhor fase na carreira e parece ser uma obrigação para Aleílson repeti-la. “Lá eu vivi uma fase muito boa. Tive a honra de fazer grandes jogos e ser campeão de um turno do estadual. É um reconhecimento muito bom e eu posso mostrar que ainda tenho o faro de gol”, disse.
As estatísticas não são favoráveis. Aleílson disputou oito partidas pelo Leão Azul. Em quatro delas foi titular e reserva nas demais. Até aqui nenhum gol, mas a confiança continua nas alturas para essa eliminatória. “Eu sei que não estou em uma fase boa, mas a gente só consegue melhorar jogando. A pressão é grande e eu estou trabalhando para conseguir a oportunidade ideal para marcar”, avisa ele.
Entretanto, a última partida disputada por ele de início foi na 9ª rodada, no empate em 0 a 0 com o Rio Branco, na Arena da Floresta. Em Belém, já na última rodada, entrou em campo no segundo tempo e perdeu claras oportunidades de gol. Nesse momento, uma chance se perdia, mas ao longo da semana, recuperou o bom astral nos treinos. Infelizmente, perdeu espaço com a ascensão do atacante novato Kiros.
Apesar disso, ele acredita que o mais importante são as vitórias, ainda que não esqueça diariamente o lema de todo atacante. “Nós sabemos que o atacante vive de gol. Eu me cobro muito e sei que posso fazer melhor”, diz.“Eu sei do meu potencial. Fui contratado por causa dos gols e vou mostrar para a torcida e todos que tenho muito talento para ajudar o Clube do Remo a chegar na Série C”, encerra o atacante.
(Luiz Guilherme/Diário do Pará)
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