Águia e Gavião empatam no Zinho Oliveira e se complicam na disputa do torneioCom os recentes insucessos do Águia de Marabá na briga por retornar à elite do Parazão e as duas participações seguidas do Gavião Kyikatejê, o jogo do último sábado começava a ganhar contornos de clássico. Vindo de vitória, o Águia esperava encontrar um Gavião combalido pela derrota por 8 a 0 para o São Raimundo e, finalmente, vencer o adversário, que já o eliminou do Parazão. Mas ainda não foi dessa vez que o Azulão levou. Em tarde de muito sol, pouco público e futebol, o placar não passou de um chatíssimo 0 a 0, que foi ruim para as duas equipes.
Na saída de bola era possível notar a verdadeira operação de reformulação que o técnico João Primo realizou no Gavião. Com mudanças em todos os setores, o treinador chegou a lançar jogadores do futebol amador de Marabá, que nunca haviam jogado profissionalmente. E o resultado foi bom. Mais entrosado, melhor preparado e com mais qualidade técnica, o Águia dominava o jogo, mas pouco criava em oportunidades, graças ao bom trabalho da dupla de zaga Romário e Renê. Joãozinho, de cabeça, desperdiçou a chance mais clara do primeiro tempo e Aru, num lance de contra-ataque, quase surpreendeu.
No final do primeiro tempo, as coisas começaram a se desenhar mais fáceis para o Águia. Após confusão com Edinaldo, Eduardo foi expulso e o Azulão ficou com um jogador a mais em campo. Mas a tarde era de pouca inspiração e, mesmo jogando com vantagem numérica por quase 50 minutos, o time seguiu quase sem criar chances e abandonou o gramado sob vaias. “A torcida tem toda razão de reclamar. O que a gente apresentou aqui, hoje, não tem direito de figurar no Águia”, desabafou o volante Esdras ao final.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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