Ainda sem data certa para ocorrer, a eleição que apontará o sucessor do presidente Pedro Minowa, que renunciou ao cargo, já atrai postulantes ao comando do Remo. O futuro presidente, que será eleito pelos associados do clube, cumprirá mandato “tampão” de apenas um ano. Ao final do mandato, em novembro de 2016, o clube voltará a fazer eleição, com o candidato eleito ficando no cargo nas duas temporadas seguintes.
O advogado e empresário Hélder Cabral e o militar aposentado Alcebiades Maroja confirmam o lançamento de suas chapas, com o segundo já tendo escolhido, inclusive, o seu vice, Cláudio Pontes, ex-diretor da Federação Paraense de Futebol. Os demais interessados em disputar o cargo são o advogado André Cavalcante, o administrador Sérgio Dias e o empresário Marcelo Carneiro. Estes, porém, esperam pelo apoio de pessoas influentes dentro do clube para oficializarem suas intenções.
“Estou inclinado a aceitar a minha candidatura, mas não está nada confirmado”, anuncia Dias. “Já o advogado André Cavalcante, que atua no jurídico do clube, conta com o incentivo de um nome de peso dentro do clube, o grande benemérito Ronaldo Passarinho, mas ele ainda espera por mais apoio. “Fico honrado de ter meu nome lembrado por várias pessoas, mas não posso confirmar ainda a minha candidatura. Se uma maioria optar pela minha candidatura não vou ter como dizer não”, disse Cavalcante.
Cabral revela que vem se reunindo com simpatizantes de sua candidatura e que sua chapa deve ser oficializada. “Estou articulando as coisas. Já contamos com um apoio muito grande”, revela o pré-candidato. O empresário Marcelo Carneiro estava em viagem a São Paulo e preferiu não confirmar o lançamento de sua candidatura. “No momento estou ocupado com outras questões, mas quando retornar a Belém poderei falar com mais segurança sobre essa situação”, argumentou o empresário.
Embora tenha confirmado o desejo de registrar sua chapa para a disputa do pleito, Cabral não descarta a possibilidade de abrir mão de sua candidatura, desde que apareça um nome de consenso para comandar o Leão na próxima temporada. “Não serei eu quem vai atrapalhar o trabalho de recuperação do clube. Se aparecer um nome que consiga aglutinar todas as correntes, para o bem do Remo, retiro minha candidatura sem nenhum problema”, garante. O mesmo pensamento tem o André Cavalcante. “Precisamos pacificar o clube. Isso é o mais importante. Se algum candidato for capaz disso, todos devem se unir em torno desse candidato”, afirma.
(Nildo Lima / Diário do Pará)
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