O presidente da Assembleia Geral, que cuida dos preparativos para o pleito que elegerá o próximo presidente do Clube do Remo, advogado Robério D’Oliveira, se reuniu, ontem à tarde, na sede social do clube, com membros da comissão de recadastramento dos associados, que elegerão o sucessor de Pedro Minowa. Após o encontro, ele concedeu entrevista coletiva à imprensa, quando se mostrou preocupado com o pequeno número de sócios do clube - proprietários e remidos - que procuraram o clube para colocarem em dia as suas situações.
O presidente considerou com ínfimo o número de associados recadastrados até ontem. “De um universo de 23 mil associados, apenas 508 fizeram o recadastramento até o dia de hoje (ontem). É realmente um número muito aquém do pretendido”, comentou Robério.
Ele ratificou que o sócio que não fizer a atualização de seu vínculo com o clube não terá direito a votar no pleito. “Só aqueles que estiverem no novo cadastro do clube é que terão direito de votar e eleger o próximo presidente do Clube do Remo”.
Além disso, segundo o presidente, o associado terá todos os seus direitos como tal suspensos. “O que posso dizer é que esse pequeno número de sócios recadastrados poderia retirar a legitimidade da eleição”, alegou.
Um detalhe que chamou a atenção nas declarações feitas por Robério foi a de que o recadastramento já havia sido planejado e iniciado antes de o ex-presidente e seu vice, Henrique Custódio, terem renunciado aos seus cargos. A declaração, na opinião de alguns associados, só ratifica a inutilidade do recadastramento para a eleição azulina.
O presidente da assembleia não fixou um número de associados para que a eleição ocorra.
(Nilson Lima/Diário do Pará)
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