Ofinal de semana começou de forma turbulenta no Clube do Remo. Após a reunião do conselho técnico do Campeonato Paraense de 2016, o diretor de futebol Sérgio Dias, que compareceu representando o clube, encaminhou pedido de desligamento do posto aos seus pares na noite de sexta-feira. Sérgio Dias estava à frente da direção de futebol do clube de Periçá desde junho, quando Manoel Ribeiro assumiu interinamente a presidência azulina com o afastamento de Pedro Minowa. O dirigente acumulou algumas polêmicas e discussões públicas com atletas e dirigentes do clube, mas também elogios pelo seu empenho no trabalho de bastidores.
Dias: "Hoje (o Remo) é um clube de cinco grupos"
Sérgio não deu declarações sobre seu afastamento, mas sua última declaração ainda como diretor de futebol, de certa forma ajuda a esclarecer os motivos do afastamento. Após a reunião na sede da FPF, ele destacou que o Remo não tinha Certidão Negativa de Débito (CND), o que gerou risos na reunião, mas ele atestou que não era motivo para rir.
“Isso não é gozação, é a realidade do clube que nós estamos vivendo. A palavra mágica lá no Remo hoje é paciência. Estamos procurado resolver de todas as maneiras a situação, mas ninguém resolve nada. Eu não menti nem inventei. O Remo não tem técnico, não tem estádio, não tem time, não tem reunião, não tem presidente – ele é interino - e parece que não vai ter eleição, então é complicado...”, definiu o dirigente azulino.
Dias afirma que a temporada foi de sucesso, mas que a expectativa para a próxima temporada, ao contrário do que afirmam alguns colegas, é de muita preocupação. “Muitas pessoas estão alegres e felizes porque o clube tem quatro competições para o próximo ano, mas eu estou é muito preocupado com isso. Nós não temos nem time nem técnico. Todos os times estão treinando, se reforçando, preparando seus elencos e nós estamos parados. Já perdemos um grande jogador, estamos procurando técnico e ainda não tem nada”, afirmou Dias.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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