Entre os jogadores que aguardam com ansiedade a resolução do presidente bicolor sobre quem fica e quem sai, alguns atletas não escondem o interesse em saber logo se podem ou não permanecer em Belém. Um desses é o zagueiro Dão, que entrou na despedida da Série B ocupando a vaga do meia Edinho, já na etapa complementar de jogo. Segundo ele, houve o contato positivo, mas ainda não existe nada concreto.
“A gente teve uma conversa, eu e o presidente do clube. Ele disse que gostaria muito que eu ficasse. Eu também disse que queria ficar, porque eu me adaptei muito bem a Belém, estou disponível. Ele teria uma reunião com o professor Dado para saber do interesse. Eu quero definir logo antes de viajar. Gostaria de ficar, mas depende só dele”, explica.
O histórico do atleta, que chegou no início do ano, teve turbulências para um jogador de futebol que deseja emplacar: ele foi vítima de lesões musculares. “Tive duas lesões graves, uma delas no início do Campeonato Paraense, e outra já no finalzinho. Mas os momentos em que participei como titular, sempre fiz bons jogos”, lembra.
Dão fez 13 jogos e marcou três gols. Os números não são muito gordos, mas a conta modesta vale muito, sobretudo por se tratar de um zagueiro, que raramente tem a obrigação de se apresentar na área do adversário. Dão foi além, fez o que pode, lutou contra o desgaste muscular e agora se mostra disposto, talvez a mostrar aquilo que não teve muito tempo por conta do histórico de lesões.
(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)
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