O meia Eduardo Ramos retornou, ontem, para Goiânia, onde passa férias, sem que tenha conseguido resolver a renovação de seu contrato com o Remo. O jogador deixou a capital paraense sem dar entrevistas, mas teria conversado com os dirigentes do Leão, quando foi informado de que o clube, no momento, não dispõe dos R$ 125 mil exigidos por ele para firmar o novo compromisso. O valor, conforme informou o pai e procurador do atleta, Carlos Martins, é referente a pendências de salários e premiações.
Ramos, como já foi amplamente noticiado, condicionou sua permanência no clube ao pagamento dos R$ 125 mil. O vínculo do atleta com o Leão, ainda segundo Carlos Martins, vai até o final deste mês, quando ele estará livre para acertar com outro clube, caso não tenha renovado com o Leão até lá. O advogado André Cavalcante admite que o atleta tem mesmo dinheiro para receber, mas que não é apenas o meia que possui pendências. “Não é apenas o Eduardo que tem pendências. Não podemos tapar o sol com a peneira. Temos de ter o máximo de transparência com os nossos torcedores. Outros estão na mesma situação”, disse.
Entre os demais jogadores que ainda esperam pelo pagamento de atrasados estão o zagueiro Max, tem R$ 130 mil para receber, e o lateral Levy, que também não renovou contrato por causa do problema. “Estamos trabalhando muito para tentar equacionar esses problemas”, declarou Cavalcante, pedindo que o torcedor colabore no pagamento do projeto Nação Azul. A inadimplência de alguns associados prejudica o clube na busca pelos valores necessários para a renovação contratual de Ramos e Levy, já que Max, antes de deixar Belém, assinou o contrato de um ano com o clube.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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