Considerado uma das potências do esporte brasileiro até o início da década de 1990, o basquetebol do Pará tenta, como uma fênix, ressurgir das cinzas para voltar a figurar entre os grandes centros da modalidade no país. Os primeiros passos neste sentido foram dados este ano, com a realização do campeonato local, categoria adulto, que, depois de anos sem empolgar o torcedor, conseguiu arrastar bons públicos aos ginásios, mostrando que o basquete continua sendo o segundo esporte na preferência do torcedor paraense, só perdendo, como no restante do Brasil, para o futebol, preferência nacional.
Mesmo contando com apenas quatro equipes - Remo, Paysandu, Tuna Luso e Cabano - e ínfimos 12 jogos, o Paraense de basquete reviveu parte de seus dias áureos, quando a competição chegava a superar grandes estados da região Nordeste, como Pernambuco, Ceará e Bahia, entre outros. “Chegamos a ser o quinto estado brasileiro no basquetebol nacional. O Pará só perdia para São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul”, recorda o ex-craque do Remo, Sérgio Dias, um dos dirigentes do basquetebol azulino, que, ao lado de Felipe Maia, montou o time remista, campeão da temporada, contando com uma formação toda ela importada de São Paulo.
Concluído o lance inicial para o soerguimento da bola ao cesto local, a Federação Paraense de Basquete (FPB), que tem à frente o presidente Antônio Caetano e o vice Marcelo Sousa, planeja, já no próximo ano, montar um campeonato com jogos durante toda a temporada, envolvendo as diversas modalidades. “O campeonato deste ano foi interessante, mas em 2016 pretendemos fazer grandes mudanças na competição. Queremos que a disputa se estenda por toda a temporada, com mais jogos, ficando o ‘filé mignon’ para o período de recesso do futebol”, anuncia o vice da FPB, Marcelo Sousa.
O desejo inicial dos dirigentes da FPF é o de manter os times participantes da edição deste ano e, se possível, atrair pelo menos um ou dois novos clubes, o que não é nada fácil, já que o basquetebol é um esporte caro, que requer grande investimento, conforme admitem seus dirigentes. “Realmente há essa dificuldade financeira, mas vamos tentar criar um campeonato com mais atrativo para o torcedor, melhorando ainda mais o que foi feito este ano, que a gente avalia como bastante positivo, uma vez que o torcedor compareceu aos ginásios, assistindo a jogos empolgantes”, arremata Marcelo Souza, ex-jogador do basquete local.
Restruturação está apenas começando
Uma temporada a se comemorar. Assim está terminando 2015 para a Federação Paraense de Basquetebol (FPB). É claro que muitas coisas ainda precisam ser feitas e melhoradas, mas os passos iniciais foram dados e isso abre boas perspectivas para 2016 e também para os anos sequentes.
Na base, a FPB conseguiu realizar campeonatos em diversas categorias, o que é bastante salutar, pois os jogadores que estão nas fileiras formativas, hoje, no futuro irão abastecer as equipes adultas, aumentando a quantidade de jogadores praticantes no estado e, assim, resultando em maior qualidade.
Especificamente sobre o campeonato adulto, excepcionalmente este ano a entidade abriu espaço para que os times pudessem trazer mais jogadores de outros centros, o que ainda não é o ideal, mas a vinda de jogadores qualificados, como Ulisses Lima e Taquá, além do técnico Abdala Salomão, por exemplo, ajudaram a enriquecer a competição, que mais uma vez contou com um número expressivo de torcedores, especialmente nos duelos entre Remo e Paysandu.
Outro ponto a se destacar foi a volta da Tuna, time de tradição, que veio a enriquecer o campeonato. A expectativa para 2016 é conseguir novas parcerias, pois este ano apenas o Grupo Horizonte apoiou a FPB, para que a diretoria encabeçada pelo presidente, Antônio Caetano, e pelo vice-presidente, Marcelo Sousa, possa dar sequência ao trabalho de reestruturação da entidade e do basquete do Pará.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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