Às vésperas da disputa de mais uma edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a torcida do Paysandu tem as atenções voltadas para o time, que mescla atletas das divisões sub-20 e sub-17, sob o comando do ex-ídolo Vanderson. Embora a expectativa seja de mais uma campanha como em 2006, quando o time avançou até as oitavas de final, o presidente do clube é pessimista no prognóstico.
“Há quase dez anos, nosso time disputa três jogos e retorna. É muito difícil. Eu sou realmente crítico com respeito ao que temos aqui. De um a dez, eu dou a nota um para nossas divisões de base atualmente”, falou Alberto Maia.
O dirigente afirma que a nota baixa não se deve ao material humano, mas à estrutura e a forma como o clube desenvolve seu trabalho. “O que nós temos na base em termos de estrutura, atualmente, são dois campos de futebol alugados e uma casa. Isso é muito pouco, não dá pra formar um jogador e preparar ele para o ambiente profissional. Infelizmente nossa base é deficiente e muitos atletas chegam aos profissionais já cheios de vícios da profissão”, afirmou o dirigente.
Maia ressalta que, apesar das condições ruins, há muitos garotos que, por conta própria, amadurecem e se preparam para ser profissionais, mas avalia que são raras exceções. “Nos últimos anos tivemos o Yago Pikachu, o Pablo e o Djalma, saindo da base, jogando no time titular, ajudando e sem gerar problemas. Mas, fora esses três, realmente não me lembro de outros nomes”, disse.
A esperança do dirigente em mudar esse quadro vem por meio da construção ou aquisição de um Centro de Treinamento, onde o clube deve aliar a estrutura à uma nova comissão técnica multidisciplinar (com “nutricionistas, fisiologistas, psicólogos e etc”, diz Maia) a preparos específicos.
“O atleta precisa estudar inglês enquanto está na base, porque no caso de uma negociação para o exterior ele terá como se comunicar e participar”, finalizou o presidente bicolor.
(Taion ALmeida/Diário do Pará)
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