Ainda sem seu plantel completo, e procurando diminuir a diferença da condição física de seus jogadores, que retornaram do período de férias, o Paysandu sequer esboça um time titular a esse momento. Mas, no seu ritmo, desenvolve treinos e coloca atletas para trocar seus primeiros passes. Na tarde da última quarta, o técnico Dado Cavalcanti comandou uma atividade em campo reduzido no campo do Kaza, em Ananindeua.
“Ainda estamos em um estágio muito inicial. Os atletas voltaram de um período de repouso, alguns muito fora de forma e outros já um pouco mais condicionados. No momento, todos realizam as mesmas atividades físicas, mas as cargas são diferentes, respeitando as condições de cada um”, comentou o preparador físico bicolor Ricardo Pozebon.
Encarando campos pesados no primeiro semestre, Ricardo espera colocar o time a pelo menos 75% das condições ideais para a estreia. Do grupo que iniciou os trabalhos, o preparador destaca os resultados do meia Vélber, que retorna de uma aposentadoria de três anos. “O profissionalismo e cuidado do jogador são realmente elogiáveis. Melhorou muito seu percentual de gordura corporal, cumpriu a meta física de perda de peso”, elogiou.
Apesar das condições de peso e reforço muscular estarem dentro do previsto, Ricardo acredita que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a condição de aproveitamento do atleta. “Na academia, o resultado dele é muito bom, mas é nos trabalhos de campo que vamos ver como o organismo dele reage. Não podemos ignorar que ele é um atleta de 37 anos e que vinha há alguns anos sem jogar, mas acredito que vamos poder contar com ele”, avalia Ricardo.
EMOÇÃO DE VOLTAR
Afastado do futebol há três anos, passando por momentos muito difíceis em sua vida pessoal, com direito a uma passagem pela prisão por conta de não-pagamento de pensão alimentícia, o meia Vélber foi um reforço polêmico. Mas se houve muito apupo e reclamação após o seu anúncio, no gramado da Curuzu, durante a apresentação, sobraram aplausos.
No telão do estádio, ele reviu alguns dos seus momentos mais marcantes pelo clube. “É uma emoção muito grande voltar a esse lugar, rever tantas coisas bonitas que nós vivemos. Espero poder ajudar em campo e fazer vocês felizes de novo”, disse.
Hoje, após alguns treinos com os novos companheiros, o meia alega que se sente preparado para jogar outra vez. “Eu tinha 76 quilos e me pediram para chegar aos 68. Eu treinei durante pouco mais de um mês, em trabalhos específicos de academia, e cheguei ao peso ideal. Me sinto melhor, mais forte e ansioso pra começar a treinar pra valer”, explicou Vélber.
O atleta espera um pouco menos de dificuldades quando chegar aos treinos táticos e técnicos, por conta da passagem pelo São Raimundo, antes de acertar com o Paysandu. “Não tive tempo para ser inscrito e jogar. Mas as atividades com bola, coletivos e treinos de fundamento me ajudaram muito. Mal posso esperar para treinar coletivo de novo”, comentou Vélber.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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